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Sócio do Barça quer multas do caso Neymar

Da Redação ·
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fonte: Foto: Arquivo/ Imagens públicas
Sócio do Barça quer multas do caso Neymar

SÃO PAULO, SP - Após o ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell, ser denunciado por apropriação indébita no processo de transferência de Neymar, o atual mandatário do clube catalão, Josep Maria Bartomeu, e o primeiro vice-presidente e vice-presidente financeiro, Javier Faus, também devem ser responsabilizados.

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O sócio do Barcelona Jordi Cases ampliou a denúncia junto à Audiência Nacional espanhola nesta terça-feira (29), segundo informações do advogado do torcedor, Felipe Izquierdo, ao canal espanhol TV3.

Segundo o advogado, Cases não quer que a carga financeira recaia sobre o clube, que é acusado como pessoa jurídica no caso, mas que Bartomeu, que era o primeiro vice-presidente na época da transferência, e Faus, além de Rosell, assumam as possíveis multas com o próprio patrimônio. "Pedimos que Bartomeu e Faus sejam denunciados por duas razões", disse o advogado. "A primeira tem a ver com a Receita, em que nós não estamos envolvidos, mas se tiver que haver um pagamento deve ser feito por eles e não pelos membros do clube", afirmou. "A segunda é sobre três contratos com Neymar sobre cláusulas que nós entendemos ser desnecessárias e não existentes."

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A decisão do sócio acontece uma semana depois dos depoimentos à Audiência Nacional de Sandro Rosell e do diretor-geral do Barcelona, Antoni Rossich. Ambos tentaram desvincular Bartomeu e Faus do caso.

Durante a apresentação do balanço econômico do clube, feito nesta terça, o vice-presidente financeiro se disse tranquilo com a situação. "Não há uma avaliação oficial. Os serviços jurídicos do clube nos passaram muita tranquilidade depois dos depoimentos de Sandro Rosell e Antoni Rossich.

O tema processual ficou claro depois do que foi dito por eles. Temos absoluta tranquilidade e acreditamos que não há o que temer", afirmou Faus.

O Barcelona já depositou junto à Fazenda espanhola 13,5 milhões de euros (R$ 40,4 milhões) com uma declaração complementar e realizou uma provisão de 8,8 milhões de euros (R$ 26,3 milhões), que é o risco máximo avaliado pela Receita.