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Psiquiatra vê Pistorius traumatizado e risco de suicídio

Da Redação ·
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fonte: Foto: Arquivo
Psiquiatra vê Pistorius traumatizado e risco de suicídio

Oscar Pistorius, que está sendo julgado em Pretória após ser acusado de premeditar o assassinato de sua namorada, Reeva Steenkamp, em fevereiro de 2013, está passando por um processo de estresse que aumenta o risco de o astro paralímpico de suicidar. Essa possibilidade foi apontada por um relatório feito por um psiquiatra, lido nesta quarta-feira por Barry Roux, principal advogado de defesa do velocista sul-africano.

Roux leu trechos do relatório, cujo teor indica que o corredor biamputado sofre de depressão e síndrome de estresse pós-traumático. Além disso, o informe médico diz que "é provável que sua condição piore" se ele interromper o tratamento psicológico que vem recebendo.

O relatório foi elaborado após um período de observação de 30 dias em um hospital psiquiátrico da África do Sul, sendo que outros três psiquiatras também produziram um outro informe médico sobre o atleta.

Os especialistas concluíram que Pistorius não sofria de distúrbios mentais quando disparou com uma arma contra a porta do banheiro onde estava Reeva Steenkamp, morta a tiros pelo namorado, que alega ter a confundido com um suposto invasor em sua residência. A promotoria, porém, acusa o astro de ter premeditado o assassinato ao matá-la após uma forte discussão do casal.

O tribunal de Pretória que julga Pistorius ordenou que a condição psicológica do atleta fosse avaliada depois que um psiquiatra citado pela defesa disse que seu cliente sofria com um transtorno de ansiedade. Transtorno este que poderia ter influído em suas ações na noite em que matou Steenkamp.

O relatório médico revelado nesta quarta apontou que Pistorius não tinha um histórico clínico de "agressão anormal ou violência explosiva", mas sim de insegurança e sentimentos de vulnerabilidade. A promotoria, entretanto, vê o velocista como um homem egoísta e ciumento, que tem paixão por armas e por conduzir carros em alta velocidade.

Para completar, um médico que já tratou de Pistorius disse que o mesmo sofre de tremores nas mãos e de um distúrbio do sono que requer o uso de medicação para poder dormir. Wayne Derman, professor de medicina esportiva na Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, declarou que o astro é "hiper vigilante" e inquieto e que, com frequência, olha ao seu redor pelo temor de possíveis ameaças.

Atleta mundialmente admirado antes de ter atirado contra a sua namorada, o sul-africano que competia com auxílio de próteses nas duas pernas viveu o ápice da sua carreira em 2012, quando participou dos Jogos de Londres, se tornando o primeiro competidor paralímpico a disputar uma edição da Olimpíada. Além disso, ele possui oito medalhas paralímpicas, sendo seis delas de ouro.

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