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Crianças argentinas se empolgam em assistir pela 1ª vez à Copa

Da Redação ·
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fonte: Foto: Anselmo Cunha/ PMPA
Crianças argentinas se empolgam em assistir pela 1ª vez à Copa

SÃO PAULO, SP - "Maradona és más grande que Pelé" (Maradona é maior que Pelé). Apesar de nunca terem visto Maradona, muito menos o rei do futebol jogar, muitas crianças argentinas que se dirigiam nesta terça-feira (1º) ao Itaquerão entoavam em coro a música que é o hit provocativo da torcida dos hermanos nesta Copa.

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Para muitas dessas crianças, 2014 ficará marcado como o ano em que assistiram ao seu primeiro Mundial. Martina Martu, 9, saiu da Patagônica com sua mãe para realizar um sonho: assistir à seleção de Messi jogar.

Mesmo depois de ter visto, no Maracanã, a partida entre Colômbia e Uruguai, a ansiedade em ver um jogo do Mundial ainda é grande, e a confiança na seleção argentina é ainda maior. "Hoje a Argentina vai vencer com dois gols do Messi!", acreditava. No fim, a seleção de Messi venceu a Suíça por 1 a 0, na prorrogação, e se classificou.

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"Veterano" nos campos, o torcedor do Boca Juniors Joaquin Basualdo, 9, já acompanhou vários jogos do time do coração no estádio La Bombonera. No entanto, foi no Brasil em que assistiu à seleção de seu país jogar pela primeira vez.

O pequeno Joaquim já acompanhou os jogos da Argentina no Rio e em Belo Horizonte e assistirá às partidas nos estádios até a grande final no Maracanã no dia 13.

Lucas Grant, 10, já vive o futebol desde cedo. Torcedor do Boca, ele joga nas categorias de base de um pequeno time da capital, Buenos Aires, e cogita ser jogador profissional no futuro.

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Acompanhando de seu pai Ricky Ayerza e de seu tio Carmelo Ayerza, os dois com ingressos, Lucas aguardava aflito enquanto seu pai tentava conseguir um terceiro ingresso com os amigos argentinos.


MEIO ARGENTINA, MEIO BRASIL

Na casa de Jeremias Lucero, 10, caso aconteça uma final histórica entre Argentina e Brasil, o coração ficará dividido, assim como sempre fica entre o clube brasileiro Santos e o argentino Boca Juniors. Filho de pai argentino com mãe brasileira, Jeremias prefere nem pensar nessa hipótese. "Aposto em uma decisão entre Argentina e Holanda", diz.

Enzo Germinara, 7, compartilha o mesmo dilema de Jeremias: filho de pai argentino e mãe brasileira. O pequeno também encarou, nesta terça-feira, a primeira vez num estádio de futebol. "Se a final for entre Argentina e Brasil, a briga em casa será feia", brinca Gabriel Germinara, pai de Enzo.