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Aos 22 anos, Neymar passa por maior teste de fogo de um ídolo da seleção e chora

Da Redação ·
Aos 22 anos, Neymar passa por maior teste de fogo de um ídolo da seleção e chora
fonte: Foto - Ricardo Mazalan - AP
Aos 22 anos, Neymar passa por maior teste de fogo de um ídolo da seleção e chora

BELO HORIZONTE - O momento de maior pressão da história secular da seleção brasileira, de Barbosa, Pelé, Didi, Garrincha, Romário, Ronaldo e muito mais, caiu sobre as costas de um menino de 22 anos. Neymar tinha um pênalti decisivo a bater contra o Chile, e uma nação nas costas. Se perdesse, provavelmente, o adeus em casa. Foi lá e, com categoria, fez. E assim que o chute de Jara explodiu na trave, o craque desabou no choro. Ele e praticamente todos os jogadores brasileiros. O retrato da pressão emocional de um grupo que carrega a expectativa de um país.

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— Falei com o Hulk para fazer para eu poder errar. O que atrapalha é a caminhada até a bola. Parecia uns dez quilômetros. Mas depois que você chega e se posiciona, é o treino — disse o camisa 10.

As dores causadas por um tostão na coxa e uma pancada no joelho não derrubaram o atacante. O que o desmontou foi mesmo a emoção. O craque de 22 anos virou um menino, estatelou-se no chão aos prantos e precisou da ajuda do paizão Luiz Felipe Scolari para se levantar.

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— Foi o maior sofrimento da minha carreira. Felipão me deu os parabéns e disse que sou um guerreiro. Agradeço a confiança que ele passa para a gente — disse .

Já refeito da emoção, Neymar até fez piada com o sofrimento que experimentou.

— Os cabelos brancos que eu já tinha aumentaram dessa vez — afirmou, sorrindo.

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A preocupação da comissão técnica com a condição emocional dos jogadores é grande. Tanto que Felipão lançou mão dos serviços da psicóloga Regina Brandão no começo da preparação em Teresópolis, para que ela traçasse um perfil do grupo.

Apesar da mescla de jogadores experientes e mais jovens, as demonstrações de exaltação emocional têm sido de todos, mais novos e mais velhos. Neste sábado, Felipão admitiu que a cobrança para que o Brasil vença a Copa em casa tem sido grande.

— Claro que sentimos tensão. Não é fácil jogar Copa do Mundo em casa. Se começássemos a Copa dizendo que a meta era classificar para as oitavas, estaria bom. Mas assumimos a responsabilidade de sermos campeões, e o povo abraçou a ideia. Se o povo está cobrando, é porque lançamos essa ideia — disse.