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Gana suspende Muntari e Boateng da Copa por indisciplina

Da Redação ·
 Boateng é afastado do grupo por desentendimento com o técnico Appiah (Foto: Viviane Leão)
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Boateng é afastado do grupo por desentendimento com o técnico Appiah (Foto: Viviane Leão)

Um notícia pegou a todos de surpresa na delegação de Gana, na manhã desta quinta-feira. Kevin-Prince Boateng e Sulley Muntari estão fora da Copa do Mundo. Segundo Associação Ganesa de Futebol, ambos foram afastados pela comissão técnica por atos de indisciplina e estão fora da duelo decisivo dos africanos contra Portugal, às 13h, no estádio Mané Garricha, em Brasília, e do restante do Mundial, caso Gana consiga a classificação.

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Os jogadores se envolveram em brigas com membros da delegação do país. Muntari teria se envolvido em luta corporal após insultos com Moses Armah Parker, membro da comissão técnica, e um integrante do comitê executivo. Já Kevin-Prince Boateng teria insultado o técnico Kwesi Appiah durante um treino ainda em Maceió.

De qualquer forma, Muntari já estaria fora da partida de logo mais como cumprimento da suspensão automática pelo acúmulo do segundo cartão amarelo no Mundial.

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Por meio de nota, a Associação Ganesa de Futebol defendeu a decisão do treinador de afastar os dois jogadores por tempo indeterminado.

- A decisão tem efeito imediato e foi tomada na sequência de insultos verbais vulgares de Boateng voltados ao treinador Kwesi Appiah durante a sessão de treinamento da equipe, em Maceió, esta semana. Boateng, desde então, não mostrou nenhum remorso por suas ações, o que resultou na decisão. A credencial de Boateng para a Copa do Mundo de 2014 foi retirada com efeito imediato - disse a entidade, que divulgou uma outra nota semelhante sobre Muntari em seu site oficial.

A decisão de afastamento dos dois jogadores já teria sido tomada com certa antecedência, mas foi realizada apenas agora após o pagamento da premiação individual dos atletas pela classificação à Copa. O atraso no acerto financeiro gerou um enorme transtorno na concentração, e os atletas chegaram a deixar de treinar como protesto. Com escolta policial, os cerca de US$ 3 milhões (aproximadamente R$ 6,7 milhões) chegaram ao hotel dos jogadores em Brasília. A estimativa é de que cada atleta tenha recebido US$ 100 mil.