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Família de operário morto no Itaquerão ignora jogo para não sofrer

Da Redação ·
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fonte: Foto: Arquivo
Família de operário morto no Itaquerão ignora jogo para não sofrer

A escalação sombria desta Copa é formada por: Fábio; Raimundo, Pita, Souza e Marcleudo; Cleiton, Vinicius, Fabio Luiz e Muhammad; José Afonso e Ronaldo. Esses 11 operários deram a vida nas obras para o Mundial, mas parecem esquecidos agora que as atenções estão voltadas para a outra seleção brasileira.

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O Brasil venceu a Croácia na estreia, mas os quatro gols da partida não foram vistos na casa de Paulo Renato e Dona Rita em Caucaia, cidade vizinha a Fortaleza (CE). "Ver esse jogo só me traz tristeza. Fico imaginando que meu filho estaria falando aqui do meu lado: Mainha, fui eu que construi esse estádio.´ E ele não pôde nem ver esse jogo", conta a mãe de Ronaldo Oliveira dos Santos, 44, esmagado por um guindaste de 450 toneladas no Itaquerão há sete meses.

Teve queda livre da cobertura, choque elétrico, batida de peça metálica e até infarto. Quatro trabalhadores morreram na Arena Amazônia, três na Arena Corinthians, dois na ampliação do aeroporto Viracopos, um no estádio Mané Garrincha e outro na Arena Pantanal, em Cuiabá. Mas o caso de Ronaldo é mais simbólico.

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Ronaldo fixava as cadeiras da Arena Corinthians. Talvez seu xará do comitê organizador, Ronaldo Fenômeno, sentou-se em uma delas nesta quinta. Ou Joseph Blatter ou Dilma Rousseff ou, quem sabe, Andrés Sanchez, responsável do Corinthians pelo novo estádio.

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