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Defesa apresenta queda brusca de rendimento com Mano

Da Redação ·
Defesa apresenta queda brusca de rendimento com Mano (Foto: Arquivo)
Defesa apresenta queda brusca de rendimento com Mano (Foto: Arquivo)

SÃO PAULO, SP, 30 de janeiro (Folhapress) - Antes mesmo de o Santos golear o Corinthians por 5 a 1 ontem, na Vila Belmiro, pela quarta rodada do Campeonato Paulista, o zagueiro Paulo André avisou que a defesa corintiana precisava de ajustes.

"O desafio é tentar achar um equilíbrio para que se ataque com eficiência, mantendo a qualidade defensiva, um dos pontos fortes desse time no ano passado", disse o jogador em entrevista coletiva no início da semana, no centro de treinamento Joaquim Grava.

Embora seja cedo para maiores alardes, a defesa alvinegra apresentou uma queda brusca de rendimento nesse início de temporada em relação ao Campeonato Brasileiro do ano passado, quando Tite ainda era o treinador.

Em quatro jogos do Estadual, a equipe sofreu sete gols: um da Portuguesa (2x1), um do São Bernardo (0x1) e os cinco do Santos. Ou seja, uma média de 1,75 gols tomados por partida.

Já nas 38 rodadas do Nacional, o Corinthians viu seus adversários balançarem as redes apenas 22 vezes na média, 0,57 gols sofridos por jogo, o melhor índice entre os outros 19 times da competição.

Para se ter uma ideia, o Grêmio, vice-líder do Brasileiro de 2013 e a segunda defesa menos vazada, levou 35 gols (0,92).

Por outro lado, o ataque alvinegro deixou muito a desejar na competição 27 gols marcados em 38 rodadas (0,71 em média) e tornou-se a principal preocupação de Mano Menezes, que propôs uma forma diferente de jogo ao elenco alvinegro.

Bastante exigidos na marcação durante a era Tite, os atacantes foram liberados pelo novo treinador a ficar mais "livres" em campo, sem tanta obrigação de pressionar a saída de bola do adversário.

Na opinião de Paulo André, tal mudança tática deixa a defesa "menos protegida do que antes".

"Acho que a maior reclamação do torcedor era exatamente o 0 a 0, o jogo chato. O Mano chegou com a função de fazer com que o ataque consiga produzir mais gols. E aí você tem que expor mais o seu sistema defensivo", analisou o zagueiro.

Nessa fase de adaptação, é possível que o Corinthians erre bastante até encontrar o "equilíbrio".

"Esperamos superar as dificuldades com ajustes táticos e técnicos. Atacar sem correr tantos riscos defensivos", completou o camisa 13.
 

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