Esportes

Presidente do COI diz que aeroporto "exige pressa" para Olimpíada do Rio

Da Redação ·

Por Paulo Roberto Conde SÃO PAULO, SP, 10 de julho (Folhapress) - Para o presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Jacques Rogge, a questão aeroportuária ainda é o maior desafio para a organização dos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016. "Não diria que é uma preocupação, mas pedimos uma pressa maior em relação ao aeroporto [Galeão-Antônio Carlos Jobim]", disse Rogge, durante conferência hoje. O aeroporto internacional é estratégico porque o Rio receberá milhares de turistas nacionais e estrangeiros durante os Jogos Olímpicos, que ocorrerão entre 5 e 21 de agosto de 2016. Pouco depois, entre 7 e 18 de setembro de 2016, serão realizadas as Paraolimpíadas na cidade. Atualmente, um terminal do Galeão-Tom Jobim passa por reforma e outro, novo, está em construção. De acordo com a Infraero, após as melhorias o maior aeroporto carioca poderá receber 44 milhões de passageiros/ano. Como comparação, o aeroporto de Heathrow, o maior de Londres, recebeu quase 70 milhões de passageiros em 2012. Dados da agência governamental britânica de estatística divulgados em outubro revelam que os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Londres atraíram 590 mil visitantes que viajaram por conta do evento ou compraram ao menos um ingresso. "Também alertamos para a questão da construção do campo de golfe, mas isso já foi superado. São coisas para as quais pedimos mais atenção do comitê organizador de 2016", acrescentou. Rogge, que dirige o COI desde 2001 e deixa o comando da entidade neste ano, afirmou que os relatórios que recebe do comitê de avaliação que visita periodicamente a cidade são positivos. Porém também destacou que "há muitas coisas a serem atingidas antes de 2016". "Pedimos ao comitê para acelerar certos pontos, mas não vejo absolutamente nenhum problema de organização." Protestos no Brasil Rogge ainda declarou que a sequência de manifestações realizadas em diversas cidades brasileiras a partir do mês passado são bem vistas pelo COI. Ele reiterou, porém, que os valores gastos para a realização dos eventos esportivos, também alvo de críticas dos manifestantes, se encaixam dentro de um cenário de investimento para o país. "Os Jogos Olímpicos serão positivos. Eles são um evento para o bem, para melhorar a sociedade e a estrutura local", afirmou. "Não queremos nos intrometer nos protestos, porque é uma decisão soberana do país, mas é preciso deixar claro que os eventos resultam em investimentos públicos de longo prazo."  

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