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Clube estreia na Série B com público inferior ao pior de 2003

Da Redação ·

Por Fabio Leite SÃO PAULO, SP, 26 de maio (Folhapress) - A polêmica estratégia da diretoria do Palmeiras de cobrar R$ 60 no ingresso da estreia do time na Série B para "privilegiar" os sócios-torcedores, que têm descontos, rendeu ao clube ontem uma torcida em Itu inferior ao pior público da primeira passagem alviverde pela segunda divisão, em 2003. Com o boicote da Mancha Alviverde, a maior organizada palmeirense, que foi a Itu mas não entrou no estádio Novelli Júnior em protesto contra o valor da entrada, apenas 4.480 pagantes assistiram à vitória do Palmeiras por 1 a 0 sobre o Atlético-GO. O estádio tem capacidade para 19 mil lugares. No pior público do Palmeiras como mandante na Série B de 2003, na vitória por 2 a 1 sobre o Vila Nova, em setembro daquele ano, o Parque Antarctica recebeu 4.839 pagantes, ou seja, quase 400 torcedores a mais do que ontem. Naquela partida, o time já estava classificado para a 2ª fase do campeonato. Para a estreia na Série B deste ano, a diretoria do Palmeiras decidiu manter o mesmo valor do ingresso cobrado na partida decisiva das oitavas de final da Libertadores, contra o Tijuana, do México, no dia 14, no Pacaembu. A equipe perdeu por 2 a 1 e foi eliminada. Polêmica A medida causou polêmica e fez com que o diretor-executivo do clube, José Carlos Brunoro, convocasse uma coletiva na última quarta-feira para explicar a decisão. "Existe uma polêmica se o ingresso está caro ou barato. Apenas quero deixar claro que é uma atitude normal. A nossa situação é privilegiar o sócio Avanti [programa sócio-torcedor do clube]. O sócio deve saber que ele tem privilégios, não só em termos de ingressos, mas uma série de outros benefícios", disse Brunoro na ocasião. Desde janeiro, início da gestão do presidente Paulo Nobre, o Palmeiras aumentou o número de sócios-torcedores de oito mil para 24 mil. No período, o cartola acabou com as regalias das torcidas organizadas, como comprar ingresso dentro do clube, sem enfrentar fila na bilheteria, após a agressão de torcedores a jogadores dentro do aeroporto em Buenos Aires, após a derrota por 1 a 0 para o Tigre, na primeira fase da Libertadores. Em protesto contra o preço do ingresso, a Mancha decidiu boicotar a partida e não entrou no estádio em Itu. "Contra o abuso de nosso presidente Paulo Nobre em cobrar o valor de R$ 60 o ingresso mínimo e a falta de qualidade de nosso elenco", dizia o manifesto no site da organizada. "Esta conta não é nossa", complementa o texto. Procurado pela reportagem após o jogo de ontem, Brunoro disse que ainda é "muito cedo" para avaliar se a decisão de manter o ingresso a R$ 60 foi benéfica ao Palmeiras. "Vamos sentar nesta semana e analisar", disse o dirigente. Por causa do confronto de torcedores com policiais numa partida do Brasileiro de 2012, em Araraquara, o Palmeiras foi a obrigado a mandar quatro jogos num estádio a 100 km da capital paulista. Ou seja, o clube ainda fará mais três partidas no Novelli Júnior antes de voltar a mandar seus jogos no Pacaembu. A primeira delas será no dia 12 julho, contra o ABC-RN.  

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