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Zagueiro do Atlético-PR diz ter sofrido ofensa racista no Palestra

Da Redação ·
 Momento em que Danilo dá cusparada em Manoel
fonte: Reprodução/Sport TV
Momento em que Danilo dá cusparada em Manoel

Um fato marcou a vitória do Palmeiras nesta quinta-feira sobre o Atlético-PR. O zagueiro Manoel, do Furacão, acusou Danilo por ofensa racista. Segundo o jogador do time paranaense, o palmeirense teria cuspido em seu rosto e o chamado de "macaco".
A agressão teria acontecido aos 29 minutos do primeiro tempo. Depois de ter levado uma cabeçada de Manoel, Danilo teria lhe dado uma cusparada e falado o seguinte: "Levanta, seu macaco. E não faz mais isso".

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Indignado com a denúncia feita por seu jogador, o diretor de futebol do Atlético, Ocimar Bolicenho, disse que iria tomar providências. "Discussão faz parte do futebol, mas racismo não", disse o cartola, que decidiu se dirigir ao 23º Distrito Policial (Perdizes) para prestar queixa-crime de racismo contra Danilo - na polícia, ele prestou queixa de injuria.

"O Marcos e o Diego Souza até me pediram para não falar nada e evitar confusão", revelou Manoel, que ao deixar o gramado e ser questionado sobre a cusparada disse que não havia acontecido nada de mais e que aquilo fazia parte do futebol. Após sair do vestiário, mudou a versão - possivelmente orientado pelos dirigentes.

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TUDO NORMAL
Antes de saber que poderia ser processado, Danilo negou ter agido de má-fé. "Isso é lance de jogo, coisa que acontece no calor da partida. Vida que segue." Ao sair do vestiário, foi escoltado por dez seguranças.

Antônio Carlos defendeu seu jogador. Segundo ele, tudo o que acontece dentro de campo tem de ficar lá mesmo. "Às vezes, no calor do jogo, o jogador toma algumas posições diferentes, mas isso é comum no futebol. Já vi até jogadores da raça negra se chamando assim. Cada um vê da maneira que quiser."

Antônio Carlos chegou a ser punido em 2007 sob acusação de racismo contra Jeovânio. Na época, ele era zagueiro do Juventude. "O que aconteceu comigo é passado."