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Corinthianos presos farão reconstituição na Bolívia

Da Redação ·
Esta segunda-feira será um dia decisivo para o futuro dos 12 corintianos presos na Bolívia acusados pela morte do garoto Kevin Espada, de 14 anos, no jogo entre San Jose e Corinthians, no dia 20 de fevereiro, pela Copa Libertadores. Eles voltarão ao estádio Jesús Bermúdez, localizado a 200 metros da Penitenciária San Pedro, onde estão detidos, em Oruro, para darem suas versões do crime. A polícia boliviana fará fotos dos corintianos no local para depois montar a reconstituição do crime. Cinco deles não deverão entrar no estádio porque alegam que não estavam na arquibancada no momento do disparo do sinalizador. Tadeu Macedo Andrade, diretor financeiro da Gaviões da Fiel, disse que estava próximo à bilheteria entregando ingressos para sócios da organizada que se atrasaram. Rafael Machado Castilho Araújo afirmou que, quando passou pela catraca, viu um pessoa toda ensanguentada sendo levada para fora do estádio e só depois soube que se tratava de Kevin. Os presos confiam que, ao darem suas versões do crime e esclarecerem dúvidas da polícia boliviana, conseguirão, ao menos, a prisão domiciliar. Uma casa já foi alugada pela Gaviões da Fiel na cidade de Cochabamba. DIPLOMACIA - A embaixada do Brasil na Bolívia viu com bons olhos a fala do presidente Evo Morales sobre os 12 corintianos presos. Ele disse que na Bolívia "há poderes independentes, o caso está no Judiciário e o Executivo não tem essas atribuições". O temor de senadores e deputados brasileiros que foram à Bolívia para tratar do caso é que a prisão seja tratada de maneira política devido ao fato de a embaixada do Brasil em La Paz ter concedido asilo ao senador Roger Pinto Molina, opositor de Morales. Ele está asilado há quase um ano na embaixada.
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