Esportes

Governo diz acreditar na inocência de corintianos, mas prevê demora em caso

Da Redação ·

Por Renata Agostini BRASÍLIA, DF, 4 de abril (Folhapress) - O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou hoje que o governo brasileiro acredita na inocência dos 12 corintianos presos na Bolívia, acusados da morte de um jovem durante partida de futebol. "Uma vez comprovada a inocência [dos torcedores], que nós acreditamos que seja o desenlace, queremos garantir a liberação dos nossos cocidadãos e que ela seja célere", afirmou Patriota durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado. Segundo ele, contudo, uma solução para o caso ainda deve demorar. "Mantenho contatos regulares com o governo boliviano e, embora seja prematuro assinalar algum desenvolvimento para o caso, tenho sentido sensibilidade por parte das autoridades bolivianas da importância do caso para a sociedade brasileira como um todo", disse. Os brasileiros são acusados de participar da morte do jovem boliviano Kevin Espada Beltrán, 14, ocorrida durante jogo entre Corinthians e San José, pela Libertadores. Eles estão presos na cidade de Oruro desde fevereiro. Patriota informou que o advogado contratado pelo governo brasileiro para defender os torcedores tentará entrar com um pedido de habeas corpus para que eles possam aguardar o julgamento do caso em liberdade. Ele voltou a lamentar o episódio que, segundo ele, "introduz uma nota sombria" numa das grande manifestações culturais dos povos da região, o futebol. E reafirmou o empenho do governo brasileiro em garantir que os brasileiros sejam tratados com dignidade na prisão boliviana. "A embaixada brasileira em La Paz tem mantido contato permanente com os detentos. Mais de 20 visitas já foram realizadas. As condições carcerárias são precárias e o que pode ser feito está sendo feito para que elas não piorem", disse. Patriota informou que, além da contratação de um advogado boliviano para defender os brasileiros, o governo providenciou o envio de uma médica para assisti-los.  

continua após publicidade