Esportes

TJD confirma julgamento e Rafael Moura pode ficar de fora do Atletiba

Da Redação ·
O atacante Rafael Moura, artilheiro do Atlético no Campeonato Paranaense com 10 gols, corre o risco de ficar de fora do clássico Atletiba do próximo dia 26 de abril, jogo tido como decisão antecipada do Estadual. O TJD divulgou nesta quinta (16) a pauta de julgamentos da sessão extraordinária da próxima quarta (22), quando Moura será julgado pela expulsão no jogo contra o Paranavaí, ocorrido dia 22 de março.

O jogador atleticano foi denunciado por infração ao artigo 253 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que fala sobre praticar agressão física contra qualquer participante de eventos esportivos (veja explicação no Box), que prevê suspensão de 120 a 540 dias. O atleta Marcelo Alves, do ACP, também será julgado neste dia pela mesma denúncia.

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Praticar agressão física contra o árbitro ou seus auxiliares, ou contra qualquer outro participante do evento desportivo: PENA: suspensão de 120 (cento e vinte) a 540 (quinhentos e quarenta) dias.

§ 1º. - Se da agressão resultar lesão corporal grave, mas que não importe no afastamento do agredido, a pena será de suspensão de 240 (duzentos e quarenta) a 720 (setecentos e vinte) dias.

§ 2º. - Se ultrapassado o prazo de suspensão fixado pelo Órgão Judicante, na forma do parágrafo anterior, e o atleta agredido permanecer impossibilitado da pratica da atividade por força da agressão sofrida, continuará o agressor suspenso até a total recuperação do agredido.

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Curiosamente, no ano passado, o também artilheiro do Atlético, Marcelo Ramos, foi denunciado e julgado pelo mesmo artigo dias antes do clássico Atletiba decisivo.

Na ocasião o jogador foi punido, mas jogou a decisão normalmente apoiado por um efeito suspensivo. "Eu prefiro dizer que foi uma coincidência. O julgamento vai acontecer na semana do Atletiba, pelo mesmo artigo, nas mesmas circunstâncias, mas prefiro acreditar em coincidência apenas", disse o advogado Domingos Moro.

Foi ele quem representou o Furacão ano passado e fará o mesmo na semana que vem.

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Para o advogado, os torcedores atleticanos podem ficar mais tranquilos neste ano, pois ele não viu nenhum contato físico após analisar as imagens do jogo. "Não houve agressão. Já tivemos acesso às imagens que o clube nos enviou e não aconteceu nem contato que permitisse uma agressão. O que houve foi uma altercação (disputa) entre os jogadores. O auxiliar chamou o Evandro (Rogério Roman, árbitro do jogo) e falou algo. Ele foi lá e expulsou os dois".

Apesar de ainda não ter tido acesso à denúncia, Moro afirmou que terá tempo para preparar uma defesa bem fundamentada. "Vamos ver ainda o que foi escrito na súmula, que não está integralmente no site da Federação, como deveria estar. De qualquer forma teremos tempo para preparar nossa defesa. Tentaremos contar com o depoimento do jogador, se não em pessoa, por depoimento gravado", explicou.

Em caso de derrota na 2ª comissão disciplinar do TJD, o advogado vai tentar ume feito suspensivo para garantir a presença do jogador no clássico.