Esportes

COI segue confiante no Rio após interdição do Engenhão

Da Redação ·
O Comitê Olímpico Internacional (COI) afirmou nesta quarta-feira que segue "totalmente confiante" na preparação do Rio para a Olimpíada de 2016, apesar de o Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, ter sido interditado na última terça por tempo indeterminado. O local está programado para receber as competições de atletismo dos Jogos que serão realizados daqui a pouco mais de três anos. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, deu entrevista coletiva nesta terça, quando contou ter sido procurado pelo consórcio responsável pela construção do Engenhão, formado por Odebrecht e OAS, que informou sobre "problemas estruturais de projeto" na cobertura do estádio. E, como eles ofereceriam riscos aos torcedores, Paes optou pela interdição do local. Mark Adams, porta-voz do COI, disse que a entidade está em "contato regular" com os organizadores dos Jogos Olímpicos do Rio e lembrou que há tempo suficiente para que o Engenhão fique pronto para abrigar eventos da importante competição. "Estamos ainda a mais de três anos para os Jogos e estamos totalmente confiantes de que (os organizadores) irão entregar (o estádio)", afirmou. Já a Associação Internacional de Federações de Atletismo (Iaaf, na sigla em inglês) informou que está monitorando a situação do Engenhão. "Temos observado isso e vamos ficar com os olhos muito próximos nos desenvolvimentos", disse Nick Davies, porta-voz da entidade. A organização dos Jogos Olímpicos de 2016, por sua vez, se manifestou dizendo ter "total confiança de que a cidade do Rio de Janeiro tomará as medidas necessárias para garantir que os Estádio Olímpico esteja pronto" para a Olimpíada e eventos-teste da competição. Sem poder contar com o Engenhão, os clubes do Rio perderam a opção de realizar jogos no local que vinha sendo o principal estádio da capital carioca desde que o Maracanã foi fechado para reforma em 2010, visando a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014. Construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007 ao custo de R$ 380 milhões, o Engenhão começou a ser erguido pela construtora Delta, que depois abandonou a obra, assumida posteriormente pelo consórcio formado por Odebrecht e OAS. E Eduardo Paes já avisou que o estádio só será reaberto "quando for apresentada uma solução definitiva" para os seus problemas estruturais, sendo que o prefeito do Rio enfatizou que "até agora nenhuma foi apresentada". "Não é admissível que um estádio com tão pouco tempo de vida apresente esse tipo de problema", reclamou, na última terça-feira.
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