Esportes

Atacante norte-americano chega a Salvador e elogia Neymar

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 21 de março (Folhapress) - O atacante norte-americano Freddy Adu, 23, comparado a Pelé quando surgiu para o futebol, chegou na manhã de hoje a Salvador, onde deve assinar contrato para jogar pelo Bahia.

No desembarque, o jogador do Philadelphia Union tentou falar português, elogiou Neymar, Ronaldo e Ronaldinho, e ainda disse que pesquisou na internet para conhecer melhor o clube que deve trocá-lo pelo volante Kléberson.

"O Brasil é um lugar no qual eu sempre quis jogar. Para mim, quando você pensa em futebol você pensa em Brasil. Ter a chance de estar aqui é incrível", disse Adu, em inglês, antes de explicar que ainda não tem contrato assinado, o que deve ocorrer logo.

"Eu sei que o Bahia é duas vezes campeão nacional. Conheço a cidade. Agora estou aqui para conhecer mais", explicou, e em seguida foi questionado se o conhecimento vinha do buscador Google. "Sim, fiz muita pesquisa, tudo que podia. Alguns amigos meus vieram antes para conhecer a cidade, mas pesquisei por mim mesmo também. Agora, aqui, estou ansioso para conhecer as pessoas o local."

Adu perdeu lugar na seleção dos EUA ao não se firmar nos últimos seis clubes que defendeu, desde 2007, apesar da pouca idade. Aos 13 anos, ele foi parar "The New York Times", ganhou reportagens especiais dos maiores jornais e revistas esportivas do mundo e assinou um contrato de US$ 1 milhão (R$ 1,9 mi) com a Nike.

Aos 14 anos, quando se tornou o mais jovem atleta a ingressar numa liga profissional norte-americana, tinha o maior salário do futebol do país: US$ 500 mil (R$ 995 mil) por ano, mais do que recebe atualmente. A ideia do Bahia é explorar o atleta comercialmente, com direito a festa na apresentação e tour pelos EUA.

"Estou muito ansioso com a possibilidade de jogar pelo Bahia. Porque esta liga é a que eu penso, pessoalmente, ter mais a ver com meu estilo de jogo", afirmou. "Mas não há nada feito ainda. Meus agentes estão trabalhando para isso, porque eu adoraria jogar aqui", despistou.

Questionado se já sabia falar português, Adu respondeu: "Um pouquinho". No entanto, ao ouvir uma pergunta em português, voltou a falar em inglês: "Eu não falo português muito bem".

Ganense, Adu se mudou para os EUA e recebeu cidadania americana após sua mãe ganhar o visto de permanência no país em loteria de "green card". Nos últimos anos fez testes no Manchester United, passou pelo Benfica e jogou na França, na Grécia e na segunda divisão da Turquia. Não deu certo em lugar nenhum.

"Eu posso dizer que sempre joguei no estilo brasileiro", disse no desembarque em Salvador, uma das sedes da Copa do Mundo, em 2014, e das Confederações, este ano. "Eu amo Ronaldinho, eu amo o Fenômeno. Ele [Ronaldo] é meu jogador favorito. Agora eu gosto muito do Neymar, para mim ele é um jogador incrível. Ter a chance de jogar contra ele vai ser incrível".
 

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