Esportes

Governo trabalha com cumprimento dos prazos, diz Rebelo

Da Redação ·

Por Flávia Foreque BRASÍLIA, DF, 15 de fevereiro (Folhapress) - O ministro Aldo Rebelo (Esporte) voltou a garantir hoje que os estádios da Copa das Confederações, em junho deste ano, e da Copa do Mundo em 2014 estarão prontos a tempo dos jogos. "O governo trabalha com o cumprimento de todos os prazos. Nós só podemos falar sobre atrasos se alguém apresentar casos concretos", disse o ministro em coletiva de imprensa. Rebelo afirmou que a partir do próximo mês o ministério fará uma vistoria nos seis estádios que sediarão os jogos da Copa das Confederações. Bolsa-atleta O ministério do Esporte divulgou hoje a relação de quase 5 mil esportistas que receberão bolsa-atleta em 2013 nas modalidades olímpica e paraolímpica. Criado em 2005, o benefício atende atletas que conquistaram bons resultados em competições qualificatórias. As 4.992 bolsas divulgadas pelo ministro Aldo Rebelo terão um custo de R$ 72,2 milhões e são destinadas prioritariamente aos esportistas de alto rendimento. "O nosso objetivo é levar o Brasil à 5ª posição nos Jogos Paraolímpicos no Rio de Janeiro em 2016 e tentar colocar o Brasil entre os dez primeiros colocados nos Jogos Olímpicos", disse o ministro em coletiva de imprensa. As bolsas foram concedidas com base no desempenho dos atletas em 2011 --ao todo, são 1.9181 mulheres (39,7%) beneficiadas e 3.011 homens (60,3%). Os valores mensais do benefício podem variar entre R$ 370 a R$ 3.100. "A nossa intenção é ter o melhor desempenho esportivo de 2016, mas que isso não seja um voo de galinha", disse Ricardo Leyser, secretário nacional de esporte de alto rendimento. Conanda O ministro defendeu o pagamento de bolsa-atleta para esportistas com menos de 14 anos -idade mínima exigida para a transferência do benefício. "Uma menina de 12 anos que pratica ginástica, de classe média ou rica, pode receber mesada do pai ou da mãe. Uma menina pobre da periferia não pode receber [bolsa-atleta]", argumentou o ministro. Segundo Rebelo, a alteração da regra já foi sugerida pelo ministério no passado por meio de medida provisória, mas a mudança não foi aceita pelo Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente). "O Conanda vai ter quer reexaminar [essa posição], porque isso reproduz uma desigualdade na sociedade brasileira", disse Rebelo.  

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