Esportes

Brasileiro minimiza importância da São Silvestre

Da Redação ·
Uma das esperanças de pódio para o Brasil na Corrida de São Silvestre, Paulo Roberto de Almeida Paula correu na contramão neste domingo, na coletiva de apresentação da prova, a ser disputada na manhã desta segunda-feira. Ao contrário dos colegas corredores, ele minimizou a importância da tradicional corrida, que estaria oferecendo poucos atrativos aos principais corredores do mundo. "Há provas no Brasil que são dez vezes melhores que a São Silvestre", afirma Paulo Roberto, oitavo colocado na maratona dos Jogos Olímpicos de Londres, neste ano. Na sua avaliação, a premiação está aquém do esperado em comparação com outras provas do mesmo porte. "Nos 15 km de Vitória (ES), você ganha um carro e mais R$ 15 mil", comenta. A premiação para o vencedor da São Silvestre neste ano é de R$ 50 mil. Para Paulo Roberto, a corrida de São Paulo sofre a concorrência da São Silvestre de Luanda, em Angola, prova que disputou em 2011, ao lado do irmão Luiz Fernando de Almeida Paula. Na ocasião, cada corredor recebeu cachê de R$ 30 mil para participar da competição. Apesar do desânimo, Paulo Roberto acredita que tem boas chances de ir bem na corrida desta segunda-feira. "Minha preparação foi boa e os treinamentos estão encaixando. Pretendo fazer uma grande prova. Torço para que um brasileiro ganhe, seja quem for", diz o atleta de 33 anos. Embalado pelo bom desempenho em Londres, neste ano, o brasileiro já projeta objetivos mais altos para os próximos anos. Seu grande alvo é a Olimpíada do Rio, em 2016. "Depois de Londres, eu e meu técnico já focamos 2016. Como estou me dando bem na maratona, vamos priorizá-la. Vou ter 37 anos, uma idade que pega um pouco, então temos que ser inteligentes a cada ano para disputar a Olimpíada novamente", explica.
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