Esportes

Procuradoria aponta falhas de acessibilidade no Mineirão

Da Redação ·

Por Reynaldo Turollo Jr. BELO HORIZONTE, MG, 18 de dezembro (Folhapress) - Número insuficiente de lugares nas arquibancadas para pessoas obesas e com mobilidade reduzida, ausência de demarcação dos espaços para cadeirantes e falta de bebedouros, telefones e guichês acessíveis. Esses são alguns dos problemas encontrados pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público de Minas Gerais no recém-reformado estádio do Mineirão. O local, que vai sediar jogos da Copa das Confederações, em junho, e da Copa do Mundo, em 2014, em Belo Horizonte, será entregue ao público na próxima sexta-feira, em cerimônia que deve contar com a participação da presidente Dilma Rousseff (PT). O jogo inaugural só ocorrerá em fevereiro. Segundo a Procuradoria, após os problemas serem detectados em uma vistoria, foi convocada reunião com representantes do governo de Minas Gerais na sede do MPF, ontem, mas eles se recusaram a assinar um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para adequar o estádio às normas de acessibilidade. Em nota, a Procuradoria afirma que os representantes do governo disseram que não haveria a necessidade de assinar um TAC porque "todas as obras serão realizadas espontaneamente pelo Estado". Estiveram na reunião, entre outros, o secretário estadual Extraordinário da Copa, Tiago Lacerda, e o gerente da Minas Arena Sílvio Todeschi. A empresa é a responsável pelas obras no Mineirão e vai operá-lo pelos próximos 25 anos. Durante a reunião, os responsáveis pelas obras disseram ao Ministério Público que alguns problemas já estavam resolvidos, como a reserva de 1% dos assentos para pessoas com deficiência e outro 1% para seus acompanhantes. A procuradora regional dos Direitos do Cidadão Silmara Goulart, no entanto, fez nova vistoria no local na tarde de hoje e detectou que a maior parte dos problemas continua, mas membros do governo reafirmaram que irão saná-los. A reportagem procurou a Secretaria Estadual Extraordinária da Copa do Mundo de Minas Gerais, mas não obteve resposta até o início da noite de hoje.  

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