Esportes

Santos ainda colhe legado do título brasileiro de 2002

Da Redação ·
Neymar tinha apenas 10 anos e ainda ensaiava seus dribles no recreio da escola quando nem imaginava que seu futuro dava uma guinada positiva. O time dele, o Santos, conquistava o título brasileiro há exatos dez anos sob o comando de meninos talentosos e que fizeram o clube ganhar um legado financeiro e futebolístico fundamentais para a ascensão do atual camisa 11 da seleção brasileira. Em 2002 o sonho do Santos era ter um centro de treinamentos para as categorias de base e também melhorar a estrutura do local de treinos dos times profissionais, onde a precariedade até fazia lembrar o pátio do porto da cidade. Contêineres eram improvisados como vestiário e até como sala de imprensa. Tudo isso mudou graças às duas joias santistas da conquista que neste sábado completa uma década. As vendas do meia Diego, em 2004, e do atacante Robinho, em 2005, renderam R$ 100 milhões aos cofres do clube. "Aquele título foi a vitória coletiva de simplicidade e foi importantíssimo para os jogadores, para o Santos e também para minha carreira", afirmou o técnico da equipe, Emerson Leão, que no ano anterior tinha sido demitido da seleção brasileira. "O clube passou a alavancar receitas que não possuía e rejuvenesceu sua torcida, que não via um grande time desde a época do Pelé", contou o então presidente, Marcelo Teixeira. A taça levantada pelo capitão Paulo Almeida naquela tarde no Morumbi acabou com 18 anos de jejum de títulos importantes - período que empata com idade de Robinho na época. No início do campeonato apontado como zebra, o Santos fechou a temporada como campeão. "Tiramos um peso muito grande das nossas costas. No começo daquele ano a torcida pendurava as torcidas de ponta-cabeça para protestar", relembrou o volante, que atualmente atua no Mixto-MT. A maré se tornou extremamente positiva para o time do litoral nos anos seguintes. Em 2003 o Santos foi vice-campeão brasileiro e da Libertadores. Em 2004, levou de novo o título nacional e manteve a rotina vencedora em 2006 e 2007 com o bicampeonato paulista. Depois de três anos, o clube iniciou a era Ganso e Neymar, com a saga rumo ao tri paulista, campeão da Copa do Brasil de 2010 e a conquista da Libertadores de 2011. "Graças ao que aconteceu em 2002 tudo o que foi conquistado nos anos seguintes acabou sendo possível", afirmou Léo, lateral campeão em 2002 e em outras sete ocasiões nos anos posteriores.
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