Esportes

Tigre acusa que agressões foram 'premeditadas'

Da Redação ·
Os jogadores do Tigre garantem que a confusão no vestiário do Morumbi, que fez o clube desistir de jogar o segundo tempo da final da Copa Sul-Americana, foi premeditada pelos brasileiros. No desembarque da delegação em Buenos Aires, nesta quinta-feira, os atletas argentinos mostram-se revoltados com a atitude dos seguranças do São Paulo. "Isso tudo foi armado. Eu não tenho nenhuma dúvida de que foi orquestrado, programado desde que chegamos ao Brasil. Não fizemos reconhecimento de campo, a polícia que tinha que nos escoltar chegou tarde ao hotel, depois nos deixou na porta do estádio no calor da torcida. Foi consequência de um plano anterior", reclamou Martín Galmarini, mostrando um corte no braço direito, supostamente causados pelos seguranças do São Paulo. O goleiro Javi Garcia também defende que o São Paulo já planejava a confusão, apesar de ter terminado o primeiro tempo vencendo por 2 a 0 e dando olé. "Foi algo premeditado. Nos deparamos com 10, 15 tipos grandalhões deles quando entramos no vestiário. Sem falar, se colocaram em guarda e começaram a nos pegar. Nós nos defendemos como podíamos, foi uma loucura", contou ele ao site do diário esportivo argentino Olé. Os jogadores do Tigre também tentaram explicar por que optaram por não voltar para a etapa final. "Se te apontam armas e se te agridem com paus, é impossível sair jogando o segundo tempo", considerou Garcia. Galmari acredita que só o Tigre será punido pela confusão, uma vez que foi derrotado por WO. "Deus queira que alguém tome as cartas nesse assunto. Mas estou que não, que o Tigre será punido." A esperança dos argentinos é que as imagens da confusão venham à tona e comprovem o que estão dizendo. "Eles vão pensar que estamos mentindo. Tem vídeos. Não estamos mentindo nada", garantiu Garcia.
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