Esportes

Dunga minimiza 'vestiário' e cobra comprometimento

Da Redação ·
De volta ao futebol, após deixar a seleção em 2010, o técnico Dunga manteve o discurso de comprometimento nesta quarta-feira e minimizou os supostos conflitos no vestiário do Internacional, em sua apresentação oficial no time gaúcho. Dunga será o substituto de Fernandão, que teria perdido o cargo durante o Brasileirão por causa da pressão dos jogadores. "No futebol, sempre que as coisas não vão bem, dizem que o problema é o vestiário. Não creio que isso seja um problema fundamental no Inter", declarou o treinador, que volta ao time no qual se destacou no início de sua carreira de jogador. "De qualquer forma, quanto mais enxuto estiver o vestiário, quanto menos gente passar por lá, melhor será". Dunga não deu detalhes sobre futuras mudanças na equipe, mas disse que aproveitará a base já estabelecida pelos treinadores anteriores. "Tem muitas coisas boas que precisam ser aproveitadas. Não está tudo errado no Inter." Assim, o treinador prometeu manter o atual esquema tático da equipe, mas já avisou que precisará de reforços. "Tem que manter o esquema em função dos jogadores que temos no grupo. Vamos aproveitar a característica de cada jogador, dependendo de cada partida. Acredito que o grupo, com alguns reforços, pode se tornar muito competitivo". Como fazia na seleção brasileira, Dunga cobrou comprometimento e empenho dos jogadores. "Comprometimento é necessário com todo mundo que trabalha no Inter. Para trabalhar comigo e vestir a camisa do Inter tem que ter competitividade e comprometimento. A pior derrota é chegar em casa e achar que poderia ter dado algo mais. Os jogadores têm que se entregar nos 90 minutos. É preciso sair exausto de campo." A chegada de Dunga é apenas mais uma novidade no reformulado departamento de futebol do Inter. Na apresentação do treinador, o presidente Giovanni Luigi anunciou o novo diretor executivo, Newton Drummon, o Chumbinho, além dos diretores de futebol Marcelo Feijó de Medeiros e Luís César Souto de Moura. As mudanças agradaram ao novo treinador. "Em quatro anos na seleção, eu tomei muitas decisões que não cabiam a mim e acabei me desgastando. Mas aqui no Inter tem uma estrutura montada. Os papeis já estão definidos", comentou o técnico do Brasil na Copa do Mundo de 2010.
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