Esportes

Sob frio de 4ºC, time faz primeiro treino com bola no Japão

Da Redação ·





Por Lucas Reis e Sandro Macedo, Enviados especiais

NAGOYA, JAPÃO, 7 de dezembro (Folhapress) - O Corinthians fez na manhã de hoje, início de madrugada no Brasil, o primeiro treino com bola no Japão.

Os jogadores treinaram em um estádio na cidade de Karyia, que fica a cerca de 30 minutos de Nagoya de trem.

O treino começou às 11h30 no horário local. O sol forte aumentou a sensação térmica -os termômetros marcavam 4ºC.

Do lado de fora, por volta de 50 torcedores tentavam espiar os jogadores. Faixas de torcidas organizadas foram estendidas do lado de fora do estádio.

Guerrero novamente fez um trabalho à parte, mais leve, e mantém o discurso otimista dos médicos do clube. Segundo o médico Júlio Stancatti, as chances dele estrear com o Corinthians no dia 12, pela semifinal, são grandes.

"Ele também está confiante, a recuperação está boa. Vamos aguardar mais um pouco, mas as chances são grandes", disse.

Os jogadores treinaram com a Cafusa, a bola que será usada na Copa das Confederações e no Mundial de Clubes.

Tite

O técnico Tite concedeu hoje sua primeira entrevista coletiva no Japão. Ele falou que não tem preferência pelo rival da semifinal, Sanfrecce Hiroshima ou Al Ahly, que se enfrentam no domingo, e descartou qualquer favoritismo frente à fase instável do Chelsea.

"Não acredito que resultados anteriores determinem favoritismo. São 90 minutos no primeiro jogo, mais 90 minutos depois. A experiência dos atletas pesa, o clube em si, mas não há favoritismo", disse. "Viemos buscar a final, mas sabemos do caráter decisivo da semifinal".

Ele disse que todo o grupo tem acompanhado os possíveis adversários da semifinal, mas descartou preferências. "Não existe preferência, existe preparação. Acompanhamos Hiroshima, vamos acompanhar o Al Ahly, sabemos das características que as equipes têm e dos valores individuais".

O treinador também falou da euforia que o time tem sentido desde a saída do Brasil, passando por Dubai, e a chegada ao Japão. "Justamente para não ter excesso de euforia eu dizia que temos que sentir, temos de perder. Seria inevitável perder um dos seis jogos, não queria que fosse contra o São Paulo, mas o perder te ajuda. Eu quero que nossa equipe mostre nossa cara. Vencer ou não será consequência do jogo".
 

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