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Timão tem o pior ataque do Brasil no início do ano

Da Redação ·
Ronaldo volta ao ataque corintiano diante do Paulista, nesta quarta-feira
fonte: Eduardo Viana
Ronaldo volta ao ataque corintiano diante do Paulista, nesta quarta-feira

Em 18 partidas (sem contar o amistoso diante do Huracán-ARG), o Alvinegro balançou redes em 25 oportunidades. A média é de 1,4 gol em cada compromisso. Se não bastasse, a equipe marcou menos vezes do que os adversários da Primeira Divisão (confira a tabela abaixo).

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Realmente, os atacantes corintianos não passam por uma boa fase na temporada deste ano. Nenhum deles está na briga pela artilharia do Paulistão. O principal goleador do time no torneio é Dentinho. Só para se ter uma ideia, o atual artilheiro do Estadual é Rodriguinho, do Santo André. O jogador já marcou 11 vezes.

- Prefiro ganhar por 3 a 0 do que de por 1 a 0. Mas nem sempre é possível. Por isso, prefiro ganhar mais vezes por 1 a 0, como a gente tem feito, do que perder o jogo. Nossa equipe não fez jogos que merecessem placares mais dilatados, mas estamos compensando isso com mais experiência. O perigoso é imitar outros times sem ter a mesma capacidade de fazer. Estamos caminhando para isso, e acho que vai acontecer logo ali na frente - afirmou o técnico Mano Menezes.

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A má fase dos corintianos no ataque foi vista no jogo contra o Grêmio Prudente, no último domingo. Na ocasião, o Corinthians até criou boas jogadas, mas faltou um melhor aproveitamento nas finalizações. E não foram só os atacantes que erraram. O Timão é o oitavo time com o pior aproveitamento nos chutes a gol. Os comandados de Mano Menezes erram 65% das tentativas.

- O nível do campeonato está bom, não estamos ficando atrás de quem está jogando um futebol ruim. Estamos com equipes próximas de nós, porque tem times que estão jogando bem. Mas estamos em vantagem e temos de mantê-la. Temos todas as condições para fazer isso - avaliou o treinador corintiano.

Para voltar a vencer no Paulistão e se manter no G4, o Alvinegro precisa de gols. Para a torcida não ter de cantar no fim do jogo: "Bola na trave não altera o placar, bola na área sem ninguém para cabecear", do Skank.