Esportes

Europeus repetem domínio do circuito mundial

Da Redação ·





Por Fernando Itokazu. Enviado especial

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO, SP, 16 de setembro (Folhapress) - Em sua 101ª edição, a Copa Davis, principal competição de tênis entre países, reflete o atual domínio europeu no circuito masculino.

Os países do continente venceram as quatro últimas edições da competição. É a maior sequência já conquistada pela Europa, que dominou nos últimos anos - foram 17 títulos das 21 edições.

Mas, pelo histórico no início da disputa, os não europeus ainda levam imensa vantagem: 61 a 39. São 32 títulos dos EUA, 28 da Austrália e um da África do Sul.

Líder do ranking da Davis, a Espanha - que hoje chegou a final pela nona vez, ao derrotar os EUA - só venceu o primeiro de seus cinco títulos em 2000. Os demais foram em 2004, 2008, 2009 e 2011.

Entre os dez primeiros do ranking da competição, há apenas três não europeus: Argentina, EUA e Cazaquistão. Os dois primeiros são os não europeus que estão nas semifinais da atual edição.

Maiores campeões da Davis, os americanos viram seu seu poder de fogo diminuir recentemente com a aposentadoria de Andy Roddick. Herói na última conquista dos EUA, em 2007, ele também foi o último tenista de seu país a chegar ao topo do ranking e a conquistar um Grand Slam. O melhor americano na atualidade é John Isner, 11º no ranking da ATP.

Atuais vice-líderes, os argentinos ainda buscam a primeira conquista na Davis. O Brasil, que fez 3 a 0 sobre os russos ontem em São José do Rio Preto, aumenta o número de postulantes não europeus ao título de 2013.

Neste ano, o Grupo Mundial, a elite da Davis, teve 11 europeus entre os 16 países. O Brasil não disputa o Grupo Mundial desde 2003.

Espanha

Para chegar a nona decisão de Copa Davis, a Espanha venceu a semifinal contra os EUA por 3 a 1, hoje, com uma vitória de David Ferrer sobre John Isner por 3 sets a 1, com parciais de 6/7 (3), 6/3, 6/4 e 6/2, A partida, disputada em Gijón, durou 2 horas e 59 minutos.

Foi a 24ª vitória seguida da equipe espanhola em casa, aproximando-se do recorde da Itália, que entre 1949 e 1964 venceu 28 partidas consecutivamente.

A final será disputada entre 16 e 18 de novembro.
 

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