Esportes

Ex-goleiro Bruno celebra recomeço na vela paralímpica

Da Redação ·

Bruno Landgraf das Neves ganhou os noticiários esportivos de forma triste no dia 11 de agosto de 2006. Não foi por causa das defesas que o levaram ao posto de goleiro das categorias de base do São Paulo e das seleções Sub-17 e Sub-20 do Brasil e sim por um grave acidente na Rodovia Régis Bittencourt que resultou na morte de duas pessoas que estavam no carro - o também jogador Weverson Saffiotti e a jogadora de vôlei Natalia Manfrim - e ferimentos em Paula Carbonari Gomes do Monte e Clarice Benício Peixoto, igualmente atletas de vôlei. Dos sobreviventes, Bruno foi o que teve sequelas mais graves: ficou tetraplégico. O problema encerrou a carreira profissional de Bruno no futebol, mas não a esportiva. O ex-goleiro é agora velejador e disputa a Paralimpíada de Londres ao lado de Elaine da Cunha na classe Tripulação Mista Barco Skud21. Mais do que a permanência no esporte, Bruno tem comemorado suas pequenas vitórias. "Quando saí do hospital tinha um pouco do movimento dos braços mais olhos e pescoço. Agora tenho maior controle e força dos braços e dos punhos além de sensibilidade nas pernas. Consigo comer sozinho, escrever. Pode parecer pouco, mais para mim é um progresso muito grande", explica. Bruno conta que teve contato com a vela paralímpica por meio de fisioterapeutas em 2008. "Eles me convidaram. Eu experimentei e gostei muito", relata. O percurso até a classificação para a Paralimpíada foi feito de muito empenho e a vaga foi garantida no Mundial do ano passado na raia olímpica e paralímpica, em Weymouth. A Paralimpíada de Londres tem sido uma jornada mais de aprendizado do que de resultados para o velejador, que está em 11.º e último lugar em sua categoria, que é para duas pessoas no mesmo barco. "Tivemos um problema com os cabos da minha cadeira adaptada na primeira regata e cometemos alguns erros na segunda", afirmou.

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