Esportes

Botafogo vence Coritiba por 2 a 0 e alivia pressão

Da Redação ·
As faixas estendidas na arquibancada do Engenhão davam a medida da pressão sobre o Botafogo. Elas pediam a saída do técnico Oswaldo de Oliveira, do gerente de futebol Anderson Barros e a contratação de um atacante. Acrescente os muitos desfalques e o cenário era terrível. Antes da partida com o Coritiba, neste domingo, o treinador ainda perdeu o meia Seedorf por lesão e teve de mandar a campo um time remendado. Mas seus comandados responderam com entrega e superaram as limitações com a vitória por 2 a 0, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os botafoguenses comemoram um resultado que não vinha há três rodadas e ganham ânimo para a visita ao Cruzeiro, na quarta-feira. Os cariocas (na oitava colocação) somam 31 pontos e podem igualar os mineiros (34 pontos) em caso de vitória. O Coritiba, com 22 pontos, na 16.ª posição, vai enfrentar a Portuguesa, no Canindé, no mesmo dia, com a zona de rebaixamento se aproximando. "Foi a entrega de todo mundo. A reação do Márcio (Azevedo) mostra a vontade de todo mundo", comentou Renato, em referência à comoção do lateral alvinegro após o apito final. O jogador não quis comentar o choro, mas negou que tenha sido fruto do esforço pelo triunfo. A manifestação dos torcedores botafoguenses não deixa de ser um pouco contraditória. Na medida em que reconhece as más negociações da diretoria Alvinegra, que dispensou os atacantes Loco Abreu, Caio e Herrera e deixou o treinador sem alternativas ofensivas. Por todos os erros que se credite a Oliveira, fica difícil culpá-lo por teimar com o esquema com vários meias e um único homem de frente, uma vez que tem como opções apenas garotos inconstantes promovidos da base. Cabe também um pouco de reconhecimento ao esforço de Elkeson, que de meia virou homem de referência na área e já marcou seis gols no campeonato. Ele abriu o placar aos 15 minutos. Vanderlei saiu mal do gol e o "atacante" nem viu a bola, que bateu atrás de sua cabeça e entrou. De herói a vilão, Elkeson perdeu um pênalti seis minutos depois, cometido por Júnior Urso em Renato. O botafoguense retribuiu o presente do goleiro rival ao cobrar com média força e no meio do gol. "O gol foi mérito meu. O pênalti foi displicência. No treino eu bato de uma forma e tentei bater diferente", comentou. Menos mal que Lodeiro completou boa jogada de Fellype Gabriel e Lucas, aos 28 minutos, e ampliou. O técnico do time paranaense, Marcelo Oliveira, lançou mão de Lincoln e Anderson Aquino e o Coritiba, diante a passividade carioca na segunda etapa, esteve perto de fazer seu gol. Mas um buraco no gramado traiu Aquino na melhor chance dos visitantes e o marcador ficou inalterado.

FICHA TÉCNICA: BOTAFOGO 2 X 0 CORITIBA BOTAFOGO - Jefferson; Lucas, Fábio Ferreira, Dória e Márcio Azevedo (Brinner); Jadson, Renato (Amaral), Gabriel, Fellype Gabriel (Jefferson) e Lodeiro; Elkeson. Técnico - Oswaldo de Oliveira. CORITIBA - Vanderlei; Ayrton (Victor Ferraz), Luccas Claro, Demerson e Eltinho; Willian, Júnior Urso (Lincoln), Everton Ribeiro e Rafinha; Robinho e Marcel (Anderson Aquino). Técnico - Marcelo Oliveira. GOLS - Elkeson, aos 15, e Lodeiro, aos 28 minutos do primeiro tempo.

ÁRBITRO - Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS).

CARTÃO AMARELO - Dória, Márcio Azevedo, Willian.

RENDA - não disponível.

PÚBLICO - 2.616 pagantes.

LOCAL - Estádio João Havelange (Engenhão), no Rio.

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