Esportes

Cielo e Scheidt causam alvoroço na chegada a Londres

Da Redação ·
A polícia britânica não foi páreo para a horda de jornalistas e câmeras brasileiros, famintos por imagens e declarações dos campeões olímpicos Cesar Cielo e Robert Scheidt, que desembarcaram nesta segunda-feira no aeroporto de Heathrow, em Londres. O aparato repressivo se esforçou para conter os homens de imprensa, mas alguns conseguiram furar o cerco. Resignado, o nadador, que não estava disposto a dar entrevistas, foi forçado a mudar de ideia e concedeu uma breve coletiva. O velocista fez uma comparação entre a sua versão atual e a de 2008, que obteve o bronze nos 100 metros livre e o ouro nos 50m. "Agora tenho mais experiência e maturidade. Espero que isso se reverta de maneira positiva para mim". Adepto da utilização de frases de motivação, Cielo citou uma que postou em seu facebook. "Coloquei lá uma frase do Walt Disney. Ele disse que gosta do impossível porque a concorrência é menor". Os últimos resultados não são suficientes para colocar Cesar Cielo como um forte candidato a outra medalha nos 100m livre. Nos 50m, é favorito ao bi olímpico. Mas Alberto Silva, o treinador do brasileiro, não despreza as chances. "O Cielo vai nadar pelo ouro também nos 100m", disse, em entrevista concedida à Agência Estado por telefone, antes da viagem a Londres. "Trabalhamos na volta dele". A ida de Cielo sempre foi melhor do que a volta na "prova-rainha" da natação. O cansaço o impede de ser tão eficiente nos 100m. Albertinho fez questão de destacar que esse ponto fraco foi atacado. Robert Scheidt, mais disposto a responder às perguntas, fez um balanço sobre a sua performance - ao lado do proeiro Bruno Prada - nas cinco provas que disputou em Weymouth, cidade a 175 quilômetros de Londres onde serão disputadas as regatas olímpicas de vela. "Ganhamos duas, acho que é uma boa média", disse o "Alemão", que se sente mais à vontade em Weymouth do que em Qingdao, na baía de Fushan, na China, onde ele e Prada foram vice-campeões olímpicos há quatro anos. As atípicas condições do verão inglês, obviamente, interferem na modalidade do bicampeão olímpico (1996 e 2004), mas ele receberá dados detalhados sobre isso. "Teremos um meteorologista a nosso dispor. Estamos preparados, mas espero que o tempo melhore porque é mais prazeroso velejar com sol, que torna também a competição mais bonita", disse o dono de quatro medalhas olímpicas, que só lamentou a impossibilidade de se despedir dos pais antes de deixar o Brasil, já que eles não estavam em casa. Quem está em casa são os britânicos Iain Percy e Andrew Simpson, campeões olímpicos na China. A dupla foi superada pelos brasileiros no Mundial de Hyeres, na França, no último mês de maio.
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