Esportes

Grandes Rios goleia na final e leva o ouro no futsal masculino ACD

Da Redação ·

A medalha de ouro no futsal masculino ACD na fase final dos 59º Jogos Escolares do Paraná (JEPs), em Francisco Beltrão, vai para a Escola Comendador Geremias Lunardelli, de Grandes Rios. A equipe goleou na final a Escola Professora Selma Santos, de Terra Rica, por 5 a 1, e ficou com o título. De quebra, o pequeno município, com 7 mil habitantes, do Núcleo Regional de Educação de Ivaiporã, vai representar o Paraná nas Paraolimpíadas Escolares, que acontecem em São Paulo, de 15 a 20 de outubro. No jogo da final, os gols da equipe campeã foram marcados por Davi Xavier, Leandro Resende, Denílson Pereira e Willian Coelho (2). Diego Silva descontou para o time de Terra Rica. “Foi uma grande disputa. O que mais chama a atenção é que são todos meninos carentes, que não tinham nem tênis para vir aos jogos. Compramos, conseguimos colchões e cobertores, que eles também não tinham. E eles nos deram essa alegria de ficar com o título”, afirma a professora da equipe campeã, Erlice Moraes Meira. Na partida que valia a medalha de bronze, quem venceu foi a Escola Emílio Mudrey, de Cambira. A vitória foi contra a Escola J. P. Busato, de Iporã, por 6 a 2. Os gols foram marcados por Gabriel Machado (2), Pablo Ferreira (2), Luan dos Santos e José Pereira. O time de Iporã descontou com Luan da Silva e Henrique Medeiro. Professores fazem boa avaliação Indiferente do resultado, os professores das cinco equipes que disputaram o futsal masculino ACD ficaram satisfeitos com a competição. “O simples fato de esses alunos estarem aqui, conhecendo um lugar diferente, buscando uma rotina diferente, já vale o esforço. Talvez, se dependesse somente da condição da família, eles nunca conhecessem Francisco Beltrão, por exemplo”, comenta o professor Jeferson Tumelero, que comanda a equipe da Escola J. P. Busato, de Iporã. Para o professor, seus alunos estão em perfeitas condições de disputar a competição. “Esses alunos só perdem um pouco na capacidade cognitiva. Você tem que trabalhar na base da repetição. As jogadas ensaiadas eles demoram mais para pegar. Mas na questão física, são iguais aos alunos do regular.” A equipe de Cambira, que ficou com o bronze, faturou as quatro últimas edições dos JEPs. Mas agora a equipe passou por uma reformulação e perdeu boa parte de seus atletas. “A maioria dos alunos que vieram para cá tem ainda mais dois anos na categoria B (12 a 14 anos). O restante já passou para o A (15 a 17 anos), que está classificado para a fase final em Toledo”, diz o professor, Anderson Carlos Toledo Pires. A professora da equipe de Terra Rica, Denize Rodrigues, diz que é um desafio para os atletas participar dos JEPs. “Às vezes eu acho que eles ficam bastante sufocados, porque a gente fica cobrando eles todos os dias. Pede para tomar banho, escovar os dentes, arrumar as coisas, fazer o gol, enfim, eles não são acostumados com isso. É a primeira vez que participam dos JEPs. Mas é uma experiência diferente, que vai ajudar bastante na vida deles”, analisa.

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