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Sem Neymar, Santos perde em casa

Da Redação ·
 Borges, do Santos, disputa lance com jogador do Figueirense, na Vila Belmiro
fonte: Ricardo Saibun/AE
Borges, do Santos, disputa lance com jogador do Figueirense, na Vila Belmiro

O Santos não perdia há oito rodadas e vinha de quatro vitórias seguidas. O Figueirense não vencia há cinco partidas. Em plena Vila Belmiro, a equipe catarinense mostrou que favoritismo não ganha jogo. Com dois gols de Júlio César e um de Wellington Nem, venceu o Santos, por 3 a 2, na noite deste sábado, e ultrapassou o rival na tabela de classificação. Já a de artilheiros segue liderada por Borges, que marcou mais um gol e foi a 19.

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Sentindo falta de Neymar, suspenso, o Santos não conseguiu manter o bom desempenho das últimas rodadas e freou o embalo que parecia levar a equipe à briga pelo título. Parou nos 35 pontos, agora em 11.º. O Figueirense, que tem 36, está uma posição acima, e voltou a sonhar com a Libertadores.

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No sábado que vem, o Santos encara o Fluminense, no Rio, em jogo válido pela 27.ª rodada. O Figueirense joga do dia seguinte, em Florianópolis, contra o Coritiba.

O JOGO - Sem poder contar com Neymar, suspenso, o técnico Muricy Ramalho teve que escalar a equipe com Felipe Anderson na armação. E o garoto, mais uma vez, não deu conta do recado. Antes mesmo de o Santos ter sua primeira chance real de gol, o Figueirense abriu o placar, aos 9, e numa falha do armador. Júlio César bateu falta na entrada da área, com força, Felipe Anderson se abaixou e viu a bola passar exatamente onde ele deveria estar. Rafael também falhou, sendo enganado pelo quique da bola.

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O empate veio de onde deveria mesmo vir: dos pés de Borges. O centroavante recebeu na entrada da área, girou sobre a marcação e bateu forte. Acertou o canto direito de Ricardo, que tentou, mas não alcançou a bola.

Mal deu tempo de o Santos buscar a virada e o Figueirense já voltava à frente do placar. Num lance em que a defesa santista ficou pedindo impedimento, Wellington Nem, que retornava à equipe após cumprir suspensão, saiu na cara de Rafael e tocou com frieza no canto direito do goleiro, direto para o fundo o gol.

O Figueirense já comemorava ir para o intervalo com a vantagem no placar quando Felipe Anderson finalmente apareceu. Ele driblou Juninho e tocou para Léo encher o pé e fazer o seu primeiro gol no Brasileirão, deixando tudo igual.

Na segunda etapa, Muricy Ramalho tentou de tudo para conseguir uma vitória. Trocou Felipe Anderson por Pará, Alan Kardec por Diogo e, depois, Ibson (vaiado) por Tiago Alves. Nem assim o goleiro Ricardo foi incomodado. Já o Figueirense, na base do contra-ataque, chegou ao terceiro gol, aos 39 minutos. Wellington Nem invadiu a área em velocidade, tentou driblar Léo e foi derrubado. Júlio César bateu com força o pênalti indiscutível e fez o gol da vitória.