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Na estreia de Cuca no Galo, Botafogo vence

Da Redação ·
Cuca não deu sorte em sua primeira partida no Atlético-MG
fonte: LEONARDO MORAIS / JORNAL HOJE EM DIA
Cuca não deu sorte em sua primeira partida no Atlético-MG

técnico Cuca estreou com o pé esquerdo no comando do Atlético-MG. O time mineiro decepcionou a torcida em Ipatinga, e perdeu para o Botafogo por 2 a 1, nesta quarta-feira (10), na estreia das duas equipes na Copa Sul-Americana. O resultado complica a vida da equipe mineira, já que o gol marcado na casa do adversário é critério de desempate na competição, com isso, o Botafogo pode até perder por 1 a 0 na partida de volta, que avança para a próxima fase.

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Herrera e Maicosuel abriram o placar para o Botafogo, e o Galo esboçou uma reação com o volante Richarlyson ainda no primeiro tempo, mas não foi o suficiente. O técnico Cuca tentou alterar a equipe, porém as mexidas não surtiram o efeito desejado, e os erros de passe foram excessivos, colaborando para o revés.

O estreante Cuca mudou o esquema tático do Atlético-MG, passando do 3-5-2 para o tradicional 4-4-2, com isso, Werley e Lima foram sacados da equipe, e o zagueiro Réver voltou a ser titular. No alvinegro carioca, Caio Júnior resolveu poupar Elkeson, Cortês e Renato, priorizando a disputa do Campeonato Brasileiro.

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Atlético-MG e Botafogo voltam a se enfrentar, no jogo de volta, dia 23 de agosto, no Engenhão, mas antes, as duas equipes terão que se preocupar com o Campeonato Brasileiro. O Galo vai medir forças contra o Coritiba, no próximo domingo (14), no Couto Pereira. Já a equipe carioca vai receber o América-MG, no sábado (13), às 21h, no Engenhão.

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No duelo de alvinegros, mineiros e cariocas iniciaram a partida de forma cautelosa, mais enquanto as equipes ainda se estudavam, o Botafogo aproveitou um cochilo da defesa do Galo. Aos 6min, depois de cruzamento de Márcio Azevedo para área, Loco Abreu teve calma para ajeitar de cabeça para o argentino Herrera, que fuzilou a meta de Giovanni para abrir os trabalhos em Ipatinga.

Com desvantagem no marcador, o Atlético-MG adiantou as linhas de marcação e passou a ter maior posse de bola, mas faltou objetividade, já que o número de conclusões foi pequeno e quando surgiram não levavam muito perigo. Apresentando os mesmos erros de jornadas anteriores, a torcida logo perdeu a paciência com o time mineiro, e o lateral-direito Patric, que permitiu o cruzamento no lance do primeiro gol carioca, passou a ser vaiado pelo público.

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Preocupado com o desempenho ruim do Galo, Cuca resolveu mexer na equipe ainda no primeiro tempo, e sacou o lateral Patric para entrada do armador Wesley, com isso, o volante Serginho foi deslocado para a ala direita. Com a alteração, o Atlético-MG ficou mais ofensivo, mas as conclusões a gol só apareciam em arremates de longa distância, e em jogadas de bola parada.

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Sem ter nada haver com os problemas dos atleticanos, o Botafogo administrou a partida e procurou prender a bola no campo de ataque, diminuindo o ritmo do jogo e irritando a torcida nas arquibancadas do Ipatingão. Aos 38min, em um contra-ataque mortal dos cariocas, Marcelo Mattos fez um lançamento preciso para Maicosuel, que só teve o trabalho de tirar do goleiro Giovanni para ampliar o placar.

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Aos 44min, o Galo ainda teve tempo de diminuir o marcador com o volante Richarlyson, que aproveitou cruzamento de Serginho, e por trás da defesa botafoguense conseguiu completar para as redes. O gol impediu que o time mineiro fosse para o vestiário vaiado pela torcida, e deu um pouco de ânimo para a equipe.

Na volta do intervalo, o Galo não conseguiu pressionar o Botafogo, fazendo com que a partida ficasse morna. Aos oito minutos, André teve a primeira chance da etapa complementar para empatar o jogo, mas o chute saiu fraco e passou a direita do goleiro Jefferson. Os erros de passe e o descontrole emocional foram visíveis no time mineiro.

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Aos dez minutos, finalmente o Atlético-MG conseguiu incendiar os torcedores do Vale do Aço, com André, que desperdiçou um gol feito, na cara do goleiro botafoguense, que operou milagre para salvar a equipe da Estela Solitária. Aos 26min, Mancini também teve chance de empatar o jogo, mas Jefferson voltou a trabalhar bem, e fez a intervenção.

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Apesar dos esforços para tentar empatar o jogo, a falta de qualidade técnica, principalmente no meio-campo, foi um empecilho para as pretensões do alvinegro mineiro. Se quiser continuar na Sul-americana, o Galo terá que vencer o Botafogo por dois gols de diferença, ou conseguir um placar de 3 a 2 em diante. Triunfo do Atlético-MG por 2 a 1, na partida de volta, leva a decisão da vaga para os pênaltis.

FICHA TÉCNICA ATLÉTICO-MG 1 X 2 BOTAFOGO

Local: Estádio Ipatingão, em Ipatinga (MG) Data: 10 de agosto de 2011 (quarta-feira) Horário: 21h50 (horário de Brasília) Árbitro: Paulo César Oliveira (Fifa-SP) Assistentes: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Carlos Berkenbrock (Fifa-SC) Cartões amarelos: (Atlético-MG) Toró (Botafogo) Lucas Zen Cartão vermelho: (Atlético-MG) Toró

Gols: Atlético-MG: Richarlyson, aos 44 minutos do primeiro tempo. Botafogo: Herrera, aos seis e Maicosuel aos 38 minutos do primeiro tempo

ATLÉTICO-MG: Giovanni; Patric (Wesley), Réver, Leonardo Silva e Guilherme Santos (Mancini); Richarlyson, Serginho, Toró e Caio; Magno Alves (Neto Berola) e André Técnico: Cuca

BOTAFOGO: Jefferson; Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo (Léo); Lucas Zen, Marcelo Mattos, Felipe Menezes e Maicosuel (Alexandre Oliveira); Herrera (Alex) e Loco Abreu Técnico: Caio Júnior