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Estado vai promover mutirão de cirurgia bariátrica na região de Maringá

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O secretário estadual de saúde, Michele Caputo Neto, esteve na cidade para tratar do assunto.  (Foto - reprodução/Aen)
O secretário estadual de saúde, Michele Caputo Neto, esteve na cidade para tratar do assunto. (Foto - reprodução/Aen)

O Governo do Estado vai promover um grande mutirão para ampliar a oferta de cirurgias bariátricas na região de Maringá. O objetivo é reduzir e, se possível, zerar a demanda por este tipo de procedimento, atendendo pacientes dos 30 municípios da abrangência da 15ª Regional de Saúde. A novidade foi comunicada na terça-feira (13) pelo secretário estadual de saúde, Michele Caputo Neto, que esteve no município. 

A iniciativa faz parte do Mutirão Paranaense de Cirurgias Eletivas, que já fez 66 mil procedimentos em todo o Paraná. "Somos o único Estado do País que aplica recursos próprios nesta área. Trata-se de uma ação inédita que está mudando a vida de milhares de paranaenses", disse Caputo Neto.

A cirurgia bariátrica, também chamada de gastroplastia, é utilizada para a redução do estômago. Ela é indicada para pessoas obesas e que apresentam condições que oferecem riscos à saúde. Ao todo, o Estado deve investir cerca de R$ 300 mil mensais na iniciativa, que se estenderá por tempo indeterminado.

Serão, em média, pelo menos 50 cirurgias bariátricas a mais por mês. A intenção é reduzir gradativamente a fila de espera, que hoje chega a quase mil pessoas. "O objetivo é melhorar a qualidade de vida dessas pessoas, que muitas vezes aguardam por anos na fila de espera pelo procedimento no SUS", explicou o secretário.

Será feito um chamamento público para a seleção dos hospitais e instituições que participarão do mutirão. A previsão é que o edital seja aberto dentro de 60 dias. Independente do serviço contratado, os procedimentos serão ofertados gratuitamente à população.

Atualmente, apenas o Hospital Universitário de Maringá realiza cirurgias bariátricas na região. De acordo com o secretário, a unidade presta um excelente atendimento, mas não tem capacidade suficiente para atender toda a demanda. 
"Com o mutirão, vamos reduzir a necessidade de transferência de pacientes. Hoje, grande parte tem que ser encaminhada a hospitais de Campo Largo e Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba", destaca Caputo Neto.