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Mulheres suspeitas de fabricar e vender placas de veículos adulteradas são presas 

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Duas mulheres envolvidas em um esquema de fabricação. Foto: Divulgação
Duas mulheres envolvidas em um esquema de fabricação. Foto: Divulgação

Duas mulheres envolvidas em um esquema de fabricação, venda e distribuição de placas de veículos adulteradas – as quais seriam utilizadas em veículos roubados – foram presas em flagrante na tarde de quarta-feira (3), pela equipe de inteligência do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). A prisão aconteceu em um supermercado, situado no bairro Pinheirinho. 

Um veículo, placas e diversos materiais para a fabricação dos produtos foram apreendidos na ação. A equipe descobriu que as mulheres entregariam um jogo de placas no estacionamento de um supermercado da região do Pinheirinho. Diante do fato, a equipe se deslocou até o local e avistaram um Jetta prata em atitude suspeita. Quando checaram a placa do veículo no sistema, constataram que o carro estava em nome de um homem, preso pela Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas (DFRC) há poucos dias. 

O proprietário do Jetta era comparsa das mulheres.Após a constatação, os policiais imediatamente abordaram o veículo, que estava sendo conduzido por uma das mulheres presa. Dentro do carro, a equipe localizou um jogo de placas “frias” fabricado pela dupla, que seriam entregues a uma terceira pessoa – ainda não identificada – para serem colocadas em um caminhão. 

Tanto as placas quanto o veículo foram apreendidos durante a abordagem. Em continuidade as diligências, os policiais deslocaram-se até uma residência de Patrícia, no bairro Pinheirinho, onde encontraram 26 placas frias, além de um contrato referente a um imóvel alugado, no bairro Capão Raso. 

“O contrato estava escondido em um móvel da casa, isso chamou a atenção dos policiais, de modo que nos dirigimos até o endereço referido e nos deparamos com uma fábrica de placas clandestinas”, conta o delegado titular do Cope, Rodrigo Brown. No apartamento, onde funcionava a fábrica clandestina, foram apreendidas três prensas, mais de 400 placas virgens, 75 placas em branco, formas, 750 matrizes alfanuméricas para placas de carros e motocicletas, 400 tarjetas de diversas cidades, tintas, rebites, dois notebooks, celulares e maos de R$7 mil em dinheiro. 

Brown revela que durante a ação policial, o celular de umas das mulheres não parava de tocar com encomendas de placas “frias” para veículos roubados e furtados. “Isso evidenciou a intensa participação da suspeita no suporte a ladrões de veículos automotores do Estado”, ressalta o delegado.

No decorrer das diligências, a equipe constatou que a dupla vendia, em média, dez placas por dia, por R$400 cada, ou seja, obtendo um lucro de aproximadamente R$4 mil em um único dia. Patrícia já tinha antecedentes criminais por receptação de veículo, furto de placas e também por repassar notas falsas. 

A Polícia acredita que as suspeitas mantinham a fábrica clandestina há mais de um ano. As investigações continuam com o intuito de identificar demais pessoas envolvidas com o crime, como também pessoas que adquiriam esses produtos, pessoas que roubaram e furtavam veículos, além do fornecedor dos materiais para a fabricação das placas. As mulheres foram autuadas em flagrante por adulteração de sinal de veículo automotor e formação de quadrilha. Ambas estão presas no Setor de Carceragem Temporária (Secat) do Cope, onde aguardam à disposição da Justiça.

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