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Buracos nas estradas rurais atrapalham retirada da safra

Da Redação ·
 Via que liga as localidades de São Pedro da Taquara a Pinhalzinho, em Apucarana, é uma das mais críticas, admite a Secretaria Municipal de Agricultura, Indústria e Comércio
fonte: Sérgio Rodrigo
Via que liga as localidades de São Pedro da Taquara a Pinhalzinho, em Apucarana, é uma das mais críticas, admite a Secretaria Municipal de Agricultura, Indústria e Comércio

Seja com terra ou piçarra, tapar buracos por conta própria nas estradas rurais de Apucarana já está se tornando parte da rotina dos produtores locais. Com pouco asfalto ou nada de cascalho, vias como as que ligam o patrimônio de São Pedro da Taquara à localidade de Pinhalzinho, na região Sudeste do município, estão em condições “críticas”, reconhecidas até mesmo pela Secretaria Municipal de Agricultura, Indústria e Comércio.

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O produtor de soja e milho Moisés Timóteo relata que o problema ganha destaque justamente nesta época do ano, quando os agricultores precisam escoar a safra que produzem. “É muito difícil retirar a colheita nos caminhões. Nesses dias, chegamos a passar uma grade no chão, para amenizar os buracos. Mas, a próxima chuva deve levar tudo”, diz. Em fevereiro, a Tribuna mostrou que produtores da Estrada do Rio do Cerne também fizeram o mesmo.

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A precariedade nas estradas prejudica ainda, conforme o agricultor Clodoaldo Barbosa, quem precisa de transporte para ir até à cidade. “Quando chove, as Kombis que levam alunos vão até a ponte do São Pedro da Taquara e de lá não descem mais. O pessoal tem que ir a pé até o ponto”, relata.


De acordo com o presidente do Sindicato Rural Patronal de Apucarana, Jorge Nishikawa, a maioria dos 584 quilômetros de estradas rurais de Apucarana necessita de melhorias. “É um estado que já vem de muito tempo. O importante é que haja uma readequação, com caixas de contenção”, observa.


O secretário Municipal de Agricultura, Indústria e Comércio, Ivo Martins, sustenta que a Prefeitura tem intensificado as ações na zona rural. Ele avalia que todas as estradas possuem pontos a serem corrigidos, conforme as prioridades. “Sabemos onde estão as propriedades que concentram a safra para sair. Gradativamente, vamos liberando mais áreas”, pontua.