Especial

Diretores temem fim da Patrulha Escolar

Da Redação ·
Sargento Anderson Joani afirma que, em média, patrulha registra 30 ocorrências por mês em escolas
fonte: Sérgio Rodrigo
Sargento Anderson Joani afirma que, em média, patrulha registra 30 ocorrências por mês em escolas

Diretores de escolas estaduais de Apucarana encaminharam ofício nesta semana ao governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), à Secretaria de Estado da Educação, da Segurança Pública e ao comando da Polícia Militar do Paraná solicitando a manutenção dos trabalhos e aumento do efetivo da Patrulha Escolar Comunitária. Um abaixo-assinado nesse sentido também deverá ser entregue às autoridades estaduais.

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Atualmente, o programa, que já foi uma das principais apostas do governo do Estado, conta com um efetivo baixo. Na região, para atender as os 19 estabelecimentos de ensino estadual de Apucarana e Cambira, seis PMs se revezam. A baixa adesão preocupa diretores.


“Recebemos informações de que haveria um estudo em andamento em Curitiba sobre a viabilidade de reintegrar os integrantes da Patrulha Escolar ao trabalho de policiamento convencional e por essa razão tememos pelo fim do serviço específico desse segmento da PM, que é muito importante para a comunidade escolar e precisa ser ampliado”, avalia o diretor do Colégio Nilo Cairo, João Calegari.

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Calegari reconhece que a violência chega, sim, às escolas, como reflexo do que acontece na sociedade. “Não adianta tampar o sol com a peneira, pois a violência na sociedade respinga na escola e é recorrente. Acho que sem a Patrulha a situação seria bem pior”, pontua.


Para ele, o ideal seria dobrar o número de policiais do programa, que são preparados especificamente para esse trabalho e viaturas.


A diretora do Colégio Estadual Santos Dumont, professora Mara Titericz, tem a mesma opinião. “Depois que o Pelotão Patrulha Escolar começou a atuar houve um importante trabalho de conscientização dos alunos e redução da violência, embora o número desses profissionais qualificados para o trabalho seja reduzido. Estamos com um abaixo-assinado em andamento no qual os pais pedem a permanência da Patrulha Escolar e aumento do contingente e do número de viaturas. Consideramos que o fim dessa corporação seria um retrocesso”, ressalta Mara.

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Trinta ocorrências por mês

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A chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Apucarana, professora Maria Onide Balan Sardinha, afirma que não recebeu nenhum comunicado sobre o possível fim das atividades da Patrulha Escolar no Paraná. “A Patrulha tem uma boa parceria com a Secretaria de Educação e grande folha de serviços prestados ao setor educacional e esse trabalho não deve ser interrompido, para o bem da comunidade escolar. Embora em número reduzido, são profissionais qualificados que ajudam muito no trabalho de segurança e disciplina no âmbito educacional”, opina Onide.


O sargento Anderson Joani, da Patrulha Escolar, afirma explica que a corporação tem como fundamento a prevenção de ilícitos penais, a parceria com a comunidade escolar e o assessoramento à direção dos colégios quanto às questões de segurança envolvendo os estabelecimentos de ensino e a comunidade escolar. “Em 2010 realizamos 2 mil visitas e 700 palestras interativas em Apucarana”, afirma. Segundo ele, são lavrados 30 boletins de ocorrência por mês.(L.D.)