Especial

Boi de estimação faz sucesso em Apucarana

Da Redação ·
Dênis Diadosh e o boi Sereno: parceria de gentilezas
fonte: N.D.
Dênis Diadosh e o boi Sereno: parceria de gentilezas

A preferência das pessoas por um tipo de animal de estimação, na maioria das vezes, recai sobre cachorros, gatos e passarinhos. Todo mundo sabe como é ter um destes bichos em casa. Mas em Apucarana um casal optou por ter um boi de estimação, que chega inclusive a subir e
descer escada para entrar na residência e fazer refeição junto com seus donos na cozinha, ao lado da mesa. Por onde passa, o boi chama a atenção e faz sucesso entre crianças, jovens e adultos.

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O jardineiro Dênis Diadosh e comerciária Thaís Caroline Fortunato, residentes no bairro da Igrejinha, se enchem de orgulho quando falam do boi Sereno, um mestiço das raças Nelore e Guzera de três anos e meio e que hoje pesa cerca de 270 quilos (18 arrobas).

 "O boi ficou manso e convive em casa com a família tranquilamente.
Intensifiquei o adestrámento a um ano e meio, depois que um amigo meu deu início à doma do animal. Minha esposa me ajudou e hoje o Sereno faz sucesso por onde passa", conta Dênis, que nas horas vagas da atividade de jardineiro doma cavalos e bois.

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Conhecido em Apucarana como "cowboy", ele afirma que o segredo para adestrar um animal está na paciência, dedicação e no carinho destinados ao bicho. "Minha esposa me ajudou a treinar o Sereno a andar com cabresto e acostumar com a montaria, mas isso sem nunca
forçá-lo a nada. A atenção ao animal gera uma confiança mútua e o bicho deixa de ser arisco", diz Dênis.

A esposa do cowboy, Thaís, relata que em alguns momento o boi chega até a ser dengoso . "Quando o Dênis está quieto o Sereno chega perto dele para pedir carinho. Esse é um boi sentimental e diferente, pois entende, sente, compreende o que a gente quer dizer", garante.

Ela acrescenta que Sereno faz sucesso em festas e rodeios. "Esse boi toma suco e até cerveja com a rapaziada e come junto com a gente, dentro da cozinha de casa. Quando passeamos com o boi pela cidade muita gente fica olhando com ar de espanto e a criançada adora vê-lo e
tocá-lo", completa Thaís.

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"O Sereno não tem preço e vou colocar um chip nele"

Dênis Diadosh lembra que neste ano já recusou uma motocicleta, um veículo utilitário GM CHevvy e R$ 7 mil em dinheiro que ofereceram em troca do boi Sereno. Mas eu não vendo esse animal de jeito nenhum, pois ele é de estimação, não tem preço e nem está a venda", frisa.

O cowboy apucaranense adianta que planeja implantar um chip em Sereno.
"Custa cerca de R$ 2 mil esse chip e vou fazer isso para ficar mais fácil de de localizá-lo caso ele se perca ou seja furtado", explica Dênis.

Um boi tem vida média de 20 anos, isso pode significar pelo menos mais 16,5 anos de convivência de Dênis e Thaís com o animal.