Especial

Fábrica de verde em Apucarana

Da Redação ·
 Do viveiro no Contorno Norte mudas seguem para todo Brasil
fonte: Sérgio Rodrigo
Do viveiro no Contorno Norte mudas seguem para todo Brasil

Com uma produção mensal estimada em 400 mil mudas nativas por mês, o viveiro do Instituto Brasileiro de Florestas (IBF), localizado no Contorno Norte, em Apucarana, tem a audaciosa tarefa de produzir 200 milhões de árvores neste ano. Somando os trabalhos à contribuição das outras áreas de produção da entidade espalhadas pelo país, o espaço firmou recentemente uma parceria com o Instituto Ressoar, da Rede Record. O objetivo, segundo o presidente e fundador do IBF, Solano Aquino, é chamar a atenção para a necessidade de reflorestamento no Brasil.

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“Queremos, juntos com o Ressoar, potencializar o trabalho na área, trazendo mais empresários para participar de ações pelo meio ambiente”, comenta ele, que, no ano passado, uniu forças com o Google Brasil para o plantio de árvores a nível nacional. “Criamos um programa para que crianças desenvolvessem desenhos sobre a logo do Google, sendo que, a cada postagem, uma árvore seria plantada”, recorda.


Nesta ação com o Ressoar, o projeto “Plante Árvore” deve promover uma série de iniciativas de conscientização ambiental. Uma delas será o “Plante Árvore sobre Rodas”, em que um dos membros do IBF percorrerá a extensão do Chuí, no Rio Grande do Sul, ao Oiapoque, no Amapá, de bicicleta para chamar atenção sobre a questão.

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“É algo até então inédito e que deve começar em março. Vamos identificar áreas potenciais para levarmos matrizes para recuperá-las. Depois, tudo deve virar um documentário”, diz Aquino. Em dezembro de 2010, “peões” do reality show “A Fazenda” já haviam dado início ao plantio do projeto com cerca de 300 mudas.


Apesar de existir somente há quatro anos, o IBF vem multiplicando o plantio de árvores pelos quatro cantos do território nacional. O fundador explica que as mudas produzidas em Apucarana são enviadas para vários estados, em especial, para Santa Catarina e São Paulo. Desde 2006, cerca de 20 milhões de espécies já foram plantadas por todos os sete viveiros fomentados pelo IBF. Duas destas áreas eram granjas, que foram desmanchadas por seus proprietários.


“Nosso foco é atender programas com cunho socioambiental de instituições que estejam investindo no plantio de árvores”, define o fundador do IBF. Conforme ele, a entidade visa contribuir para a redução da emissão de gases do efeito estufa, sequestro de CO2 e recuperação de áreas degradadas. “O destaque vai para as áreas de mata ciliar ou para resolver problemas de passivos ambientais em áreas comerciais”, diz.

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Doação para proprietários rurais

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Mais de 140 espécies de mudas de árvores são produzidas por mês no viveiro do Instituto Brasileiro de Florestas (IBF), em Apucarana. De acordo com o fundador da entidade, Solano Aquino, o IBF costuma criar projetos para instituições, de acordo com seus perfis e necessidades em relação ao conceito de autossustentabilidade.


Além de cuidar da parte operacional do plantio e comercializar mudas, o instituto doa, através de patrocinadores, espécies para produtores rurais interessados em recuperar áreas florestais em suas propriedades.

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Aquino relata que a ideia de atuar com árvores nativas nasceu da carência de produções neste setor. “Trabalhávamos com mudas ornamentais e decidimos cultivar mudas de uma complexidade maior e que ainda não tinham produtores especializados”, aponta.


Vagas abertas no viveiro


Embora ofereça mudas de plantas pertencentes a diversos biomas, as do pé de jabuticaba são as mais procuradas no viveiro do Instituto Brasileiro de Florestas (IBF), em Apucarana. Mesmo assim, segundo a encarregada de produção do espaço, Lucinéia Paula de Castro, nas ações de reflorestamento, o instituto busca fazer um mix de espécies, utilizando mudas de árvores frutíferas e nobres.


Ela explica que o tempo de produção das mudas varia, conforme o tipo. “Em geral, pode levar em torno de seis a sete meses, como acontece com a pitangueira”, diz.


Com tanta produção em vista, ela comenta que o IBF precisará dobrar o número de colaboradores operacionais para atingir suas metas de plantio. “Ainda existe dificuldade em contratar pessoas para cuidar das mudas. Faltam 20 funcionários”, salienta.
O salário, de acordo com Lucinéia, gira em torno de R$ 620 mais benefícios. As vagas estão abertas aos interessados.