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O que seu filho anda aprendendo na TV

Da Redação ·
  Lucas, 3 anos, e a irmã Juliana, 9
fonte: Carlos Alberto
Lucas, 3 anos, e a irmã Juliana, 9

Atitudes estranhas, palavras diferentes ou até mesmo reações agressivas. Qual é o pai ou a mãe que nunca presenciou alguma dessas mudanças no comportamento do filho? Pois esse é um problema cada vez mais comum nas famílias. E, na maioria das vezes, sem saber o que fazer, os pais perguntam: “Onde foi que meu filho aprendeu isso?” Por mais incrível que pareça, a resposta para esta pergunta pode estar relacionada à televisão.

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Mesmo quando a idade é superior à faixa etária mínima adequada informada pela emissora, os pais muitas vezes não acreditam que o filho está pronto para ver o que se passa na TV. E, quando isso acontece, é difícil convencer a criança de que já está na hora de ir dormir. Tânia da Silva é mãe de duas crianças, Lucas e Juliana, de 3 e 9 anos, respectivamente . Ela diz que depois que os filhos nasceram, resolveu ficar em casa, se dedicando exclusivamente à educação deles. Ela adotou algumas regras para uso da TV logo quando as crianças chegaram à família, pois acredita que é certo que a televisão pode influenciá-las.


Tânia diz que quando seus filhos estão na sala, ela se mantém atenta. Pois tem notado cada vez programações com herois, ação e aventura que tentam, a todo custo, ganhar a simpatia das crianças. Para ela, alguma das vezes os próprios desenhos são inadequados, pois ensinam a trapacear, mentir, omitir e por aí vai. Para driblar situações assim, Tânia é quem fica com o controle da TV na mão, procurando explicar aos filhos os valores negativos de alguns programas. “Esse é o primeiro passo para aprenderem o que é aproveitável ou não”, diz ela, acrescentando que, na próxima ocasião, eles próprios saberão identificar e mudar o canal.

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Na "lista de regras" da mãe, as crianças só têm permissão para assistir programas e desenhos em determinados horários do dia, para que possam dividir o tempo livre com outras coisas também. "Mas a televisão oferece muita coisa boa e interessante também, como os programas e desenhos educativos, que apresentam valores importantes para os pequenos”, avalia Tânia.

CONTROLE O QUE A CRIANÇA ASSISTE

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Para a psicóloga Ana Maria Baptistela Toth, algumas emissoras de televisão parecem não estar muito preocupadas com o conteúdo apresentado nos horários nobres e até mesmo com a programação destinada ao público infantil. “As crianças estão sempre atentas a tudo aquilo que ouvem ou vêem. E como estão em fase de desenvolvimento, podem ser facilmente influenciadas”, avalia.
A seguir, a psicóloga dá algumas dicas de como as crianças podem fazer uso da televisão sem que isso possa lhes causar problemas futuros. Confira:


1 - Sempre assista TV junto com seu filho
Da mesma forma que a mãe se senta com a criança para comer, deve ter cuidado também com a televisão. Exceto quando se trata de um filme que os pais já conhecem e sabem que não apresenta conteúdo inadequado.


2 - Mantenha o diálogo durante a programação
Sempre converse com a criança sobre o que está assistindo, explicando as cenas, orientando e perguntando o que ela está entendendo. Assim, fica mais fácil identificar como ela está interpretando aquilo que assiste.

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3 – Proíba cenas de sexualidade e violência
Muitas vezes os pais é que devem se adaptar ao uso da televisão. Enquanto a criança ainda não foi dormir, escolha uma programação sadia para que ela também possa acompanhar.


4 – Preste atenção nos desenhos
Mesmo sendo desenho animado, não significa que os pais podem deixar as crianças à vontade. Existem muitos desenhos perigosos e violentos, apropriados apenas para o público adulto. Lembre-se: ao assistir desenhos, a criança quase sempre escolhe um personagem como ídolo.

5 - Estipule tempo e atividades para as crianças
A criança não pode só ficar em frente à TV, ao computador, videogame ou outros eletrônicos. Ela precisa ter tempo também para estudar, brincar, ler, praticar esportes, aulas de xadrez, etc. “Acredito que, com limites e parceria entre pais e filhos, é possível conciliar e caminhar em harmonia no bom uso da televisão", concluiu Ana Maria.