Especial

Cândido de Abreu: Natureza e Adrenalina

Da Redação ·

Cândido de Abreu, a cidade conhecida como Paraíso das Serras vem sendo descoberta nos últimos anos por turistas de todo o estado. O município tem grande potencial turístico, principalmente para a prática de esportes radicais, com a presença de rios de águas transparentes, cachoeiras apropriadas para o rapel, trilhas as margens do Rio Ivaí - ideal para aventuras com moto. O Município tem ainda o famoso Morro do Paraíso com rampa para vôo livre. Além de oferecer diversão garantida para os que querem fazer esportes radicais, Candido de Abreu favorece ainda, os turistas interessados em belezas naturais e na história do Estado. O Distrito de Tereza Cristina a cerca de 50 quilômetros da cidade é reconhecido nacionalmente como o berço do Cooperativismo no Brasil.

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O prefeito João Peda Soares está otimista com a vocação para receber visitantes no município e diz que estuda a implantação da Secretária de Turismo na cidade. Ele diz que é muito importante para Cândido de Abreu a participação em eventos destinados ao Setor do Turismo, tanto é que neste ano a cidade já recebeu dois eventos com repercussão a nível estadual, como a Etapa Paranaense de Vôo Livre e a Caminhada Internacional da Natureza – Circuito Tereza Cristina, que recebeu no último final de semana mais de 600 caminhantes. O prefeito também relata que pretende instalar o Conselho Municipal de Turismo, um sonho antigo de todas as pessoas ligadas ao turismo no município, que será responsável juntamente com a administração, no planejamento e desenvolvimento turístico.

O presidente da Associação do Trilheiros de Ivaiporã, Marcio Cardoso Marques, destaca as belezas das serras e das matas de Candido de Abreu. Ele diz que sua equipe visita a região pelo menos umas seis vezes por ano. “Quem prática esse tipo de esporte quer contato com a natureza, emoção e adrenalina, e as trilhas próximas ao Rio Ivaí que margeiam o município proporcionam tudo isso”. Ele também relata que dos quase 600 quilômetros por onde passa o Rio Ivaí, quase 200 quilômetros é em território cândido-abreuense. “Da nossa microrregião é com certeza o município com o maior potencial para o turismo de aventura”, comenta Marques.

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Parapente e Asa Delta

Não é a toa que a rampa do Morro do Paraíso, em Candido de Abreu, vem ganhando a preferência dos praticantes de parapente e asa delta de todo o estado, é o que afirma o presidente do Grupo de Vôo Livre Paraíso das Serras, Marcelo Dau. Nós últimos seis anos a cidade já sediou pelo menos quatro eventos da Federação Paranaense de Vôo Livre (FPVL).

Segundo Daú, o acesso ao Morro Paraíso fica a 100 metros após o trevo da cidade e a subida até a rampa pode ser feita em estrada cascalhada de aproximadamente 2 quilômetros. “O resgate do piloto é rápido. O Tempo de subida até a rampa é no máximo de oito minutos”, assinala. Em outras rampas do Estado a média é de 45 minutos. As decolagens variam de altitude entre 180 a 250 metros de desnível até o pouso oficial que fica ao lado da rodovia.

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Ele destaca ainda que o lift se estende por três quilômetros e com um pouco de experiência é possível o pouso em cima do morro tanto para parapente quanto asa delta, facilitando o trabalho do piloto que não precisa desmontar a asa para realizar um próximo vôo.

O Morro do Paraíso tem duas rampas. Rampa norte gramada, com espaço para uns 8 parapentes abertos. A rampa Leste é mais indicada para Asa Delta, com largura de 2 parapentes abertos.

Rapel em morros e cachoeira

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Com aproximadamente 20 cachoeiras que variam de 30 a 70 metros e diversos morros espalhados por Candido de Abreu, o Rapel também começa a ganhar força no município.

Segundo Alessandro Frediani, conhecido como Tuca, que nos finais de semana com um grupo de amigos pratica o Rapel de Cachoeira, o que mais atrai o público e os turistas para o Rapel em Candido de Abreu é a sensação causada nos praticantes. “Uma mistura de medo e adrenalina por estar pendurados apenas por uma corda além de euforia e muito prazer pela liberdade”, descreve Tuca.

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Para ele, a Cachoeira Capinzal é a preferida da maioria dos praticantes. “Os 44 metros de queda livre com águas fortes e cristalinas fazem dela, um dos melhores pontos de rapel de todo o Estado”. Segundo Tuca, na medida certa para quem deseja uma aventura radical e segura. Outra vantagem é que a Cachoeira Capinzal fica a 11 quilômetros do centro da cidade.

Tereza Cristina: o berço do cooperativismo brasileiro

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Para os turistas que gostam de fatos históricos, o Distrito de Tereza Cristina, em Candido de Abreu é ideal. Afinal foi lá que o médico naturalista francês Jean Maurice Fraive, sob os cuidados da Imperatriz do Brasil, Dona Tereza Cristina esposa do Imperador Dom Pedro II implantou em maio de 1847, a colônia Tereza Cristina, reconhecida nacionalmente como a primeira experiência de cooperativismo no Brasil. Esse núcleo colonial começou com 87 franceses trazidos ao Brasil, com todas as despesas de viagens e instalação com recursos do próprio médico. Apesar de todos os esforços despendidos, a experiência teve breve existência e acabou fracassando. A colônia idealizada por Faivre era uma organização comunitária que buscava a incessante melhoria das condições de vida de seus compatriotas. Depois de assistir à derrocada da colônia, com o êxodo dos imigrantes franceses, o médico morreu em 30 de agosto de 1858. No distrito existe um monumento com uma placa fúnebre erguidao em homenagem ao médico, logo após a sua morte. “Muita gente acredita que o corpo dele está enterrado sobre este monumento”, relata o funcionário da prefeitura Antonio Batista Costa.

Água Sulfurosa é atração

O Distrito de Tereza Cristina, em Candido de Abreu, também recebe muitos visitantes de toda a região por causa de suas fontes de Água Sulfurosa. Uma água de cheiro fétido, similar ao de ovo choco e gosto sonso. No entanto, segundo o morador do distrito, Orlando Golba tem efeito considerado curativo por quem a bebe ou faz banho de imersão. “Durante o ano todo, muita gente aparece por aqui atrás dessa água curativa. Já vieram pessoas até do Rio de Janeiro”, conta Golba. Ele próprio faz o tratamento com a água e relata a cura de um irmão que sofria de gastrite. A água dever ser ingerida pela manhã, em jejum, a quantidade varia de 50 a 250 ml por dia.

Uma das fontes mais procuradas está na localidade rural de Saltinho, que fica a aproximadamente 10 quilômetros de Tereza Cristina. Segundo o agricultor Acir Golembiuski os visitantes chegam, dia e noite, mais intensamente pela manhã, para encher galões, lavar as mãos e o rosto. A lama preta que fica ao lado da mina é utilizada nas doenças de pele. “Eu mesmo, já utilizei a lama em uma ferida na perna, que sarou em poucos dias”. Pelo menos uma vez por mês, Golembiuski vai até a mina encher os galões com a água medicinal.