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Após chuvas, colheita de feijão é retomada com prejuízos no Vale

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Escrito por Ivan Maldonado
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Após algumas semanas de chuvas no Vale do Ivaí, os produtores de feijão carioca retomaram os trabalhos nos campos. Conforme informações do Departamento de Economia Rural (Deral), excesso de umidade resultou em perdas que, entretanto, ainda não foram contabilizadas. Da área de 10,3 mil hectares plantada com o grão 25% já haviam sido colhidas no final de dezembro, antes da temporada de chuva. Na época, cerca de 10% da produção que estava madura e pronta para colheita foi perdida. 

“A gente estima que as lavouras que estavam prontas ou quase na época de colher quando a chuva veio foram perdida. As plantas brotaram e os grãos apodreceram sem a possibilidade da secagem. Não restou outra alternativa a não ser passar o trator por cima”, relata o cerealista Marcos Vicente Raizama. 

Até ontem a colheita de feijão das águas na região havia atingido cerca de 45% da área plantada. O feijão que começou a ser colhido esta semana, além de apresentar perda de produtividade, também apresenta perda de qualidade. “Estão colhendo bem menos que o esperado, e boa parte do feijão apresenta defeito, com manchas, alguns grãos mofos, diminuindo expressivamente a qualidade”, comenta Raizama. Apesar da perda na região, os preços devem continuar estáveis. Segundo Raizama, o aumento da produtividade e a boa colheita em Minas Gerais devem segurar mercado. 

“A tendência é que os preços continuem nesta média de R$ 100 a saca”, relata. O agricultor Lucas Stipp que plantou 3,5 alqueires do grão no sítio de 18 alqueires no município de Manoel Ribas relata que o prejuízo é grande. “Minha despesa foi de R$ 15 mil e vou vender por R$ 8 mil. Se dependesse só deste feijão, já ia ter que procurar um barraco para morar”, lamenta Stipp.

Edmar Galvani Marcelino,agricultor de Ivaiporã, também contabiliza perdas na produtividade. Ele relata que não vai ter lucro com a leguminosa que foi plantada em área de 6 alqueires. Segundo Marcelino, a expectativa era colher 75 sacas por alqueire, no entanto, está colhendo cerca 50 sacas. “Com o preço baixo e o custo alto, vai ser difícil ter um resultado bom. Praticamente vai dar para pagar as despesas”, completa Marcelino. 

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