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Curso para merendeiras ensina alimentação alternativa e formas de evitar desperdício

De todas as receitas, o bolo de abobrinha foi o mais elogiado (Delair Garcia, da Tribuna do Norte)
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Escrito por Cindy Annielli, da Tribuna do Norte
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Baião de dois com legumes, suco de pepino e doce de chuchu. Essas e outras dez receitas, com base na agricultura familiar, vão integrar o cardápio das 18 escolas estaduais de Apucarana. A novidade chega pelas mãos de 36 merendeiras que participaram ontem do 1º Curso de Alimentação Alternativa, promovido pelo Núcleo Regional de Educação, em parceria com a Pastoral da Criança.

Além de incrementar o cardápio das instituições de ensino, o objetivo principal do curso é evitar desperdício de frutas, legumes e hortaliças, que hoje representam 70% da merenda escolar. Para isso, as cozinheiras aprenderam a utilizar partes dos alimentos que geralmente vão parar no lixo. As receitas incluem talos, folhas, sementes e cascas que contêm alto teor em fibras e nutrientes.

Para a coordenadora da merenda escolar do NRE, Roseli Calegari, a capacitação é uma maneira de proporcionar alimentação saudável às crianças. “A alimentação alternativa promove consciência de que tudo pode ser aproveitado, além de melhorar a saúde da criança, que passa a ter mais disposição e, consequentemente, mais rendimento escolar. Uma criança sadia aprende melhor”, salienta a coordenadora.

A assistente do NRE, Ana Britici Valério, destaca que este ano o Governo do estado investiu R$ 32 milhões na merenda escolar. “Esse investimento não beneficia só os alunos, mas também os agricultores da região, que estão sendo valorizados com a venda de seus produtos”, observa.

Conforme a assistente, o NRE conta com setor designado a fiscalizar as escolas e constatar a qualidade do lanche servido aos alunos da rede estadual. “Fiscalizamos sempre para manter a qualidade”, frisa.

INUSITADO
Há 15 anos trabalhando como merendeira no Colégio Professor Izidoro Luiz Cerávolo, Luciana Oliveira, nunca imaginou fazer um doce com chuchu. A cozinheira estranhou ainda mais quando percebeu que o legume seria utilizado com casca e tudo.

“Pensei que faríamos uma salada ou um refogado. Nunca iria imaginar que seria um doce”, conta espantada. Mesmo desconfiada do resultado, Luciana não hesitou em experimentar e acabou gostando. “Achei uma delícia”, comenta. No entanto ela não parece ter aprovado a geleia de beterraba. “Não gostei muito. Não sei se as crianças vão gostar. Acho que para o paladar delas é mais difícil”, explica.

De todas as receitas, o bolo de abobrinha foi o mais elogiado. “O bolo é feito com casca também. Aqui nada se joga fora. Tudo é aproveitado”, reitera Conceição Galiciane, capacitadora do curso. Ela revela que sobras de algumas receitas, como os sucos, por exemplo, também são reaproveitadas. “O suco é coado. Com as sobras podemos incrementar um arroz ou até fazer uma torta”, sugere.

Conceição garante que após o curso, muitas pessoas vão mudar o conceito de alimentação saudável.“As receitas causam muitas surpresas no início. Porém depois, notamos a diferença. Os alimentos têm muitas propriedades que, na maioria das vezes vão para o lixo. Isso não pode acontecer”, conclui. 

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