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    Audiência pública discute o pedágio em Arapongas

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    Escrito por Carol Flores - Tribuna do Norte - Diário do Paraná
    Publicado em Editado em
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    Moradores de Arapongas participaram de uma audiência pública, na última quarta-feira à noite, organizada por diversos representantes de entidades de classe da cidade, por iniciativa da CPI do Pedágio da Assembleia Legislativa do Paraná. O debate foi em torno da legalidade do pedágio no Estado.

    Diferente do que muita gente possa imaginar, a bandeira levantada pela organização Movimento Popular Por Amor a Arapongas não é o fechamento da praça de pedágio que está entre Arapongas e Rolândia, e sim que a concessionária cumpra com o contrato. Os organizadores do Movimento defendem preço justo e melhorias nas estradas.

    Uma das idealizadoras do debate em Arapongas, a empresária Iracema Ferreira, diz que o valor cobrado pela concessionária Viapar em Arapongas é fora da realidade local. Ela argumenta que R$ 6,20 é muito caro para o estudante que precisa ir até Londrina ou Rolândia e ainda mais pesado quando a pessoa necessita fazer algum tratamento médico em cidades vizinhas, “O valor cobrado pela Viapar não condiz com a realidade de Arapongas. Não somos a favor do fim do pedágio e sim que se cumpra a lei, o que está no contrato”, reclamou.

    O presidente do Sindicato Rural Patronal,José Mendonça, acredita que o pedágio penaliza o agricultor rural devido ao alto valor, encarecendo demasiadamente o transporte, e esse valor acaba sendo repassado para o consumidor final. “Uma carreta hoje gasta cerca de R$ 150 até o Porto de Paranaguá, é um absurdo. A praça de pedágio é o grande prejuízo do produtor e do cidadão paranaense”, afirmou.
     

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    O deputado estadual Kleiton Kielse (PMDB) também abraçou a causa contra o pedágio. Para ele o movimento, que está sendo realizado em todo o Estado, leva ao cidadão à informação real do que é o pedágio e seus impactos na sociedade. O deputado ainda afirmou que um dia o pedágio poderá deixar de existir, “Se um governante tiver a coragem de enfrentar as concessionárias, nós conseguiremos com certeza retirar as praças de pedágios do Paraná, ainda conseguiremos fazer as obras de melhorias nas estradas com os recursos públicos”, disse o deputado. Ele disse ainda que denunciou as mudanças nos aditivos que foram feitos nos contratos. Kielse afirma que a estrutura contratual das concessionárias feita com o Estado do Paraná foi alterada. “O povo não sabe, mas está sendo roubado todos os dias pelo pedágio”, ressaltou.

    O Movimento Popular Por Amor À Arapongas, junto com outros grupos que são contra o pedágio está acompanhando a CPI do Pedágio que foi instalada recentemente.

    De acordo com a idealizadora do movimento em Arapongas, Iracema Ferreira, o próximo passo é continuar vigilante e avaliar o impacto da audiência pública e em breve organizar um abaixo assinado para dar apoio à CPI.

    “Estamos em alerta e trabalhando para que o cidadão conheça realmente o que é o pedágio e que a CPI não acabe em pizza”, finalizou.

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