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Paralisação dos médicos afeta atendimentos em hospitais

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A paralisação nacional dos médicos afetou os atendimentos eletivos, considerados não urgentes, ontem (30) em Curitiba e outras 14 cidades do Paraná. Na capital, os hospitais Cajuru, Evangélico, Trabalhador e o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) confirmaram que consultas e cirurgias foram remarcadas. Postos e unidades de saúde da capital também registram transtornos. Apenas os atendimentos considerados essenciais, como urgências e emergências, foram atendidos nas instituições públicas de saúde. A estimativa do Sindicato dos Médicos do Paraná (Simepar) é de que 60% dos profissionais que trabalham na capital aderiram às manifestações do dia.

Nas 109 unidades de saúde de Curitiba, os atendimentos de urgência e emergência foram realizados normalmente durante todo o dia, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Parte das consultas de menor prioridade, no entanto, precisou ser adiada. A secretaria disse ainda que 125 médicos da rede municipal aderiram à paralisação, o que representa 13,48% do efetivo médico ligado à prefeitura.

A recomendação do órgão municipal – e que também valia para as outras instituições de saúde – era para que o paciente ligasse para confirmar a consulta antes de se deslocar ao posto. Mesmo assim, alguns transtornos não puderam ser evitados. Alguns médicos, conforme a SMS, não avisaram da adesão à greve, o que dificultou o trabalho antecipado de remanejamento de consultas.

Reivindicações

Esta é a segunda paralisação nacional de médicos realizada no intervalo de uma semana. No último dia 23, um primeiro protesto também restringiu atendimentos médicos, principalmente na capital. Ontem, mais de mil médicos realizaram um ato público durante o dia em várias praças de Curitiba. 

Os protestos se dirigem, principalmente, contra três posicionamentos recentes do governo federal: os vetos da presidente Dilma a alguns pontos do chamado Ato Médico; à medida provisória que aumenta para oito anos o tempo do curso superior de medicina; e à não exigência de que médicos estrangeiros passem pelo exame de revalidação do diploma, o Revalida.

O presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), Alexandre Gustavo Bley, avaliou o segundo dia de paralisação dos médicos como “fantástico”. Segundo ele, muitas assinaturas foram colhidas e a população se mostrou favorável às causas da categoria.

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