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BC faz intervenção, mas dólar permanece em alta

Da Redação ·
Dólar bate R$ 3,34 e opera no maior nível em mais de 12 anos - Imagem: Arquivo
fonte: Divulgação
Dólar bate R$ 3,34 e opera no maior nível em mais de 12 anos - Imagem: Arquivo

O Banco Central finalmente realizou uma intervenção no mercado de câmbio para conter a forte alta do dólar comercial sobre o real, no começo da tarde desta sexta-feira, mas ainda assim a moeda americana manteve trajetória de valorização. Foi ofertado US$ 1,5 bilhão em contratos de swap cambial, operação que equivale à venda de dólares no mercado futuro, mas só US$ 877 milhões foram efetivamente vendidos em 17.600 contratos, dos 30 mil contratos oferecidos inicialmente. Por volta de 13h42m, a moeda americana subia 1,13% sobre o real, a R$ 2,138 para venda, depois de avançar 1,42% na máxima do pregão, a R$ 2,144.

— O mercado precisa de moeda (no mercado à vista). Leilão de swap cambial (no mercado futuro) não resolve — disse Sidnei Nehme, diretor-executivo e economista da corretora NGO.

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A autoridade monetária tinha consultado operadores no fim da manhã desta sexta-feira sobre a demanda por um leilão de contratos de swap cambial. Para analistas, a valorização do dólar é estimulada pelo movimento no exterior frente a outras moedas, em dia de pessimismo global. Era esperado que a elevação da Selic ajudasse na valorização do real, com uma suposta maior entrada de divisas no país em busca de juros maiores.

A moeda americana começou em alta nesta sexta-feira mesmo depois de o Banco Central (BC) surpreender o mercado com uma alta de 0,5 ponto percentual na Taxa Selic, para 8% ao ano, na noite da última quarta-feira. A decisão veio apesar do fraco crescimento de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos na região) divulgado pelo IBGE na última quarta-feira.

Parte do mercado não esperava intervenção nesta sexta-feira porque é o último dia útil do mês, quando há formação da taxa Ptax por volta de 13h, utilizada como referência nos contratos de dólar futuro na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), que balizará os ganhos e as perdas com o vencimento do contrato de dólar futuro que expira em junho, de acordo com operadores. Neste tipo de pregão, é natural ocorrer maior volatilidade e o BC teria um acordo informal para não intervir.


As informações são de O Globo