Especial

Jorge Viana defende ampliação da participação da mulher na política

Da Redação ·
Para o senador Para Viana, a
fonte: Moreira Mariz/Agência Senado
Para o senador Para Viana, a

O senador Jorge Viana (PT-AC) apontou, em pronunciamento ontem (7) à noite, a contradição existente na política brasileira, pais em que a presidente da República é mulher, mas a participação feminina na composição do Parlamento é de apenas 8%.

Para Viana, essa "distorção" na presença das mulheres na vida pública nacional  "atrasa a sociedade" e "desqualifica" o parlamento sem uma "representação legítima", o que considerou uma "situação vergonhosa".

O senador lembrou que as mulheres são 51% da população brasileira e 52% do eleitorado, no entanto, têm  baixa participação na política partidária. Apesar da lei de cotas (Lei 9.504/1997) que obriga a destinação de, no mínimo, 30% das vagas de candidatos às mulheres, disse o senador, pouco se avançou nesse sentido.

- Eu acho que os partidos brasileiros não levam a sério o uso das cotas na hora de definir a composição de candidaturas. Muitas são só para constar, para cumprir o que a lei exige, nos colocando numa situação que exige explicação - disse.

Jorge Viana citou matéria especial do Jornal do Senado sobre as lutas históricas das mulheres pelo mundo, que deram origem à instituição do dia internacional dedicado a elas, 8 de março.

O parlamentar ressaltou que três mulheres já representaram o seu estado, o Acre. Entre elas, a ex-senadora Laélia de Alcântara (1923-2005), que assumiu o mandato em 1981 e lutou contra o racismo; e também a ex-ministra e ex-senadora Marina Silva, notória em sua campanha em defesa do meio ambiente, ambas exemplos de pioneirismo.
- Que o Brasil possa estabelecer como objetivo fazer o equilíbrio na questão de gênero, garantindo a melhoria da qualidade do Parlamento ampliando a participação das mulheres nas casas legislativas e na vida pública do país - concluiu.

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