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Sobe para 236 nº de mortos em incêndio na boate Kiss

Da Redação ·
Sobe para 236 nº de mortos em incêndio na boate Kiss
fonte: G1
Sobe para 236 nº de mortos em incêndio na boate Kiss

O corpo de Matheus Rafael Raschen, de 20 anos, é velado desde às 8 horas desta sexta-feira (1) em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul. Ele teve a morte confirmada na noite de quinta-feira e é a vítima número 236 do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, ocorrido no último domingo (27).

Matheus estava internado no Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre, mas não resistiu aos ferimentos. O velório será realizado no Clube Corinthians, onde Matheus jogava basquete. Segundo site da Confederação Brasileira de Basketball, ele chegou a jogar pela seleção brasileira sub-18 e participou da Copa América da categoria, em 2010.
Conforme o último levantamento, 71 feridos no incêndio seguem em estado grave sendo tratados na UTI. Até a noite de quinta-feira (31), eram 127 os internados em hospitais do estado.

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Entenda o caso
O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, deixou 235 mortos na madrugada do último domingo (27). O fogo teve início durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que fez uso de artefatos pirotécnicos no palco. De acordo com relatos de sobreviventes e testemunhas, e das informações divulgadas até o momento por investigadores, é possível afirmar que:


- O vocalista segurou um artefato pirotécnico aceso.
- Era comum a utilização de fogos pelo grupo.
- A banda comprou um sinalizador proibido.
- O extintor de incêndio não funcionou.
- Havia mais público do que a capacidade.
- A boate tinha apenas um acesso para a rua.
- O alvará fornecido pelos Bombeiros estava vencido.
- Mais de 180 corpos foram retirados dos banheiros.
- 90% das vítimas fatais tiveram asfixia mecânica.
- Equipamentos de gravação estavam no conserto.

Prisões
Quatro pessoas foram presas na segunda por conta do incêndio: o dono da boate, Elissandro Calegaro Spohr; o sócio, Mauro Hofffmann; o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo Santos; e um funcionário do grupo, Luciano Augusto Bonilha Leão, responsável pela segurança e outros serviços.

Investigação
O delegado Marcos Vianna, responsável pelo inquérito do incêndio na boate Kiss, disse na terça-feira (29) que uma soma de quatro fatores contribuiu para a tragédia ter acabado com tantos mortos: 1) o fato de a boate ter só uma saída e a porta ser de tamanho reduzido; 2) o uso de um artefato sinalizador em um local fechado; 3) o excesso de pessoas no local; e 4) a espuma usada no revestimento, que pode não ter sido a mais indicada e ter influenciado na formação de gás tóxico.

O delegado regional de Santa Maria, Marcelo Arigony, afirmou também na terça que a Polícia Civil tem "diversos indicativos" de que a boate estava irregular e não podia estar funcionando.


Fonte: G1/globo.com