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Beto Preto determina revisão no contrato com a Sanepar

Da Redação ·
Beto Preto, prefeito de Apucarana:
fonte: Profeta
Beto Preto, prefeito de Apucarana:

Reunião entre o prefeito Beto Preto, secretários municipais e a direção da Sanepar | Foto: Divulgação
A Prefeitura de Apucarana vai rever o contrato do aterro sanitário do município junto à Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). A medida, que ganhou destaque ontem durante reunião entre o prefeito Beto Preto (PT), secretários municipais e diretores da companhia de saneamento, se deve às atuais condições do espaço.

Beto reforçou que, apesar de a Sanepar operar o aterro sanitário de Apucarana desde 2010, muitas intervenções ainda precisam ser feitas no local. “O aterro, como está hoje, não obedece aos critérios mínimos. A Sanepar tem projetos para o aterro e nós vamos rever isso, juntos”, afirmou ele, em entrevista à Tribuna.

Esta postura, assinalou o prefeito, se faz necessária, uma vez que a companhia detém a concessão de operação do aterro por um prazo de 15 anos, renovável por mais 15 anos. Segundo Beto, o próprio processo de negociação do contrato deve passar por revisão.

“Esse contrato foi firmado quando o ex-prefeito Valter Aparecido Pegorer (PMDB) era diretor da Sanepar. Então, queremos realmente que todo esse processo seja colocado às claras e que se houver coisas boas, que permanecem. Se tem algum item que tem que ser revisto, vamos rever, tendo em vista tudo aquilo encontrado na Prefeitura. Todo o dia somos surpreendidos com notícias não muito agradáveis”, sustentou o petista, ao propor que o tema seja levado à discussão junto à comunidade.

O prefeito ainda sinalizou que se for preciso buscará ajudar para resolver a situação em Brasília. Ele lembrou que a área virgem destinada ao aterro sanitário foi adquirida em 2000 e, desde então, ficou degradada. “Em 1999, enquanto secretário da Saúde, lutei junto ao Ministério Público para a desativação do antigo lixão, na Estrada do Barreiro. A Prefeitura na época adquiriu a nova área, que hoje era para ser um modelo de gerenciamento dos resíduos sólidos, mas, infelizmente, está destruída devido a erros de gestões desastrosas”, frisou.

Diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Péricles Weber, por sua vez, defendeu que melhorias já foram implementadas no aterro. Ele reconheceu, contudo, que a área deve ser considerada um lixão controlado. “Assumimos de fato o espaço em 2011 e de imediato identificamos uma situação grave de passivo ambiental, não podendo ser classificado como um aterro sanitário, mas uma espécie de lixão controlado”, disse.

Weber argumentou que entre os problemas iniciais estavam a falta de drenagem do chorume e coleta do biogás. O local operava também sem licença ambiental e com número de pessoal insuficiente. “Hoje o aterro opera com sistema de controle digital de pesagem, tem todo o monitoramento ambiental, licença e tecnicamente vem recebendo obras e melhorias necessárias para o controle do chorume e do biogás”.

Segundo o diretor, a projeção de investimentos para 2013 no local é de R$2,65 milhões e, para 2014, é de R$1,05 milhão. “Estamos construindo uma nova célula de armazenagem que terá uma vida útil de 3 a 4 anos, mas a proposta da Sanepar para Apucarana vai além da manutenção de um aterro. Por isto a importância destas primeiras conversas com a nova administração”, pontuou. Weber adiantou que enviará para análise do prefeito uma proposta de um novo modelo, que não seja de aterro, mas que utilize o sistema mecânico-biológico. O sistema seria favorável à compostagem e à criação de cooperativas de reciclagem.

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