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Equipe acha fóssil de pterossauro fêmea com ovo

Da Redação ·
 Imagem aproximada do ovo da Senhora T, com 20 mm a 28 mm
fonte: Divulgação
Imagem aproximada do ovo da Senhora T, com 20 mm a 28 mm

O fóssil bem preservado de um pterossauro revelou segredos sobre o sexo e a reprodução destes répteis voadores, contemporâneos dos dinossauros e extintos há 65 milhões de anos.

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Esse fóssil, que data de 160 milhões de anos atrás, mostra pela primeira vez que a fêmea de pterossauro - da família dos pterodáctilos - tinha o quadril mais amplo que o macho, e ao contrário dele, não tinha a crista na cabeça. O animal ainda carregava um ovo, o que mostra que se tratava de uma fêmea.

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David Unwin, paleobiólogo da Universidade de Leicester, no Reino Unido, autor de estudo sobre o assunto, diz que a descoberta "permite determinar com certeza o sexo do animal, um fato muito raro no que diz respeito a fósseis e inédito com pterossauros".

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– Finalmente temos finalmente uma boa explicação para a crista dos pterossauros, que intrigou os cientistas durante mais de um século, porque apenas alguns indivíduos apresentavam essa característica.

A novidade também possibilitará uma reclassificação dos pterossauros fêmeas e machos na mesma espécie, já que antes se acreditava que eram espécies diferentes.

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O pterossauro, batizado de Senhora T, foi encontrado em 2009 na província chinesa de Liaoning. O ovo era bem pequeno, com massa estimada em 6,1 g e casca bastante frágil. Unwin diz que essas "são características típicas dos répteis, totalmente distintas dos pássaros, que põem ovos grandes e com casca dura".

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A análise da "Senhora T", com asas de 78 cm de envergadura, joga luz também sobre a reprodução dos pterossauros.

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