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Alexandre Borges defende exagero de Jacques em 'Ti-ti-ti'

Da Redação ·
 Alexandre Borges
fonte: Divulgação
Alexandre Borges

Alexandre Borges é do tipo que mede as palavras, fala de mansinho, olhando nos olhos de seu interlocutor, e gesticula suavemente. Mergulhado no universo de Jacques Leclair, seu personagem na novela Ti-ti-ti, o ator, de 44 anos, passa os dedos entre os cabelos grisalhos a todo momento, como um tique. Mas se engana quem pensa que ele sente algum desconforto com as longas madeixas. "Gosto de cabelos mais cheios. Sou bem roqueiro", diz, rindo. "Estou curtindo, mas quando a novela acabar, vou cortá-los um pouco".

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O cabelão, junto com o figurino extravagante, tem contribuído para a composição do estilista da Zona Leste paulista que finge ser gay quase o tempo inteiro, mas anda mais afetado do que nunca nos últimos capítulos. O exagero nos gestos e atitudes tem dado pano para mangas, já que na trama original o Jacques vivido por Reginaldo Faria era mais contido e até meio mal-humorado.

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"A diferença é que na primeira versão Jacques era um nome consagrado da alta-costura. Todas as mulheres queriam fazer vestido com ele. O Jacques de hoje é um estilista obscuro, que ainda tenta conquistar a clientela. E isso exige uma sedução maior", defende. Alexandre garante que o excesso de frescura combina com a atual fase de decadência do personagem. O texto de Maria Adelaide Amaral e a direção de Jorge Fernando, segundo ele, indicam a linha que deve seguir, além da inspiração no costureiro Dener, uma referência na moda dos anos 70.

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"Fazemos uma comédia. Jacques era um pavão adormecido até as chegadas de Ariclenes (Murilo Benício), que bagunça o coreto dele, e de Jaqueline (Claudia Raia), que quer transformá-lo num grande nome da moda. Ele vira uma coisa que não é, sua ambição cresce, mas ele começa a se dar mal. Nesse momento da trama, perdeu o ateliê, não tem mais sua marca e ainda descobre que Amanda (Thaila Ayala) é sua filha. Em meio a esses conflitos, ele se debate. É aí que fica meio patético. Mas tinha que ser uma coisa leve, divertida", explica o ator, que jura fugir da caricatura: "Não há intenção de insistir em uma coisa para ser mais engraçado".

Se na ficção abusa do visual espalhafatoso, na vida real Alexandre faz um estilo mais urbano e despojado. É adepto da moda básica do dia a dia, como um bom jeans e camiseta. "Para mim, a moda se resume em vestir o que você curte usar, não importa se a roupa custa R$ 10 ou R$ 1 mil", diz ele, que gosta de um variado leque de cores, como azul, amarelo,vermelho, branco e preto.

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Diferentemente de muitos homens, Alexandre Borges adora comprar roupas, inclusive peças íntimas como lingeries, para a mulher, a atriz Júlia Lemmertz, de 47 anos, com quem está casado há 17 e tem um filho, Miguel, de 10. Se passa por uma loja e vê um vestido, ele garante que logo imagina como ela ficaria usando-o. "Gosto de comprar em datas especiais como aniversário, Natal, Réveillon. Júlia é alta, elegante, classuda, fica bem com tudo. Ela também tem o costume de me presentear com roupas, mas não se prende a datas comemorativas", conta.

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Para manter acesa a chama após tantos anos de casamento, o ator afirma que deve haver amor, companheirismo, tesão e vontade de ficar junto, como dois namorados. "Enquanto houver esse sentimento recíproco, estaremos juntos pelo resto de nossas vidas", garante ele, que ainda sente "um friozinho na barriga" ao ver Júlia beijando outro homem numa novela. "O coração dá uma disparada. Mas acho o ciúme uma coisa negativa, um saco, mas não tem jeito".

Romântico, ele tem hábito de levar flores ou escrever bilhetinhos para a mulher. "É importante ter esse carinho, atenção, e sonhar. Quem sabe fazer uma viagem para Veneza?Acho que o sentido do casamento é esse, se divertir", frisa. Para o ator, o sexo é muito importante na relação, embora não saiba quantificá-lo: "Um pode querer numa hora e o outro não. Mas tem a saudade, a vontade de voltar logo para a casa. É importante que esse desejo esteja latente e aceso".