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Pranchetas eletrônicas conquistam fãs de tecnologia e até bebês

Da Redação ·
 O diretor Marco Fadiga mostra a posição usada para segurar seu iPad enquanto via vídeos ou lia livros e que lhe rendeu uma LER (Lesão por Esforço Repetitivo)
fonte: Arquivo pessoal
O diretor Marco Fadiga mostra a posição usada para segurar seu iPad enquanto via vídeos ou lia livros e que lhe rendeu uma LER (Lesão por Esforço Repetitivo)

Como toda nova tecnologia, tablets (ou pranchetas eletrônicas) como o iPad, da Apple, e o Galaxy Tab, da Samsung, mal foram lançados e já conquistaram - além dos chamados early adopters (fãs de tecnologia), que sempre são os primeiros a comprar os últimos lançamentos -idosos e até bebês. E até já contam com um dos primeiros casos de LER (Lesão por Esforço Repetitivo) no país.

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Foi o que aconteceu com o diretor da Caju Filmes, Marco Fadiga. Dono de um iPad há seis meses, de tanto ver filmes na cama com um método de apoio um tanto inusitado (como mostra a foto ao lado), Fadiga passou várias noites segurando o aparelho apenas com o polegar e o indicador por mais ou menos duas horas, e acabou com uma inflamação no tendão do dedo mínimo, a tal ponto que não conseguia pegar o isqueiro da mesa.

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- Devo ser o primeiro caso de LER por causa do iPad.

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O diretor conta que o tablet substituiu totalmente seu notebook. Tanto que passou a usá-lo para fazer várias coisas - como ler mais de 3.000 PDFs e enviar e-mails -, principalmente fazer apresentações dos trabalhos audiovisuais de sua produtora. O único problema, diz ele, é que “às vezes, o papo vira o iPad e não a empresa”.

Fadiga recomenda o tablet da Apple para pessoas idosas, que têm medo de computador, porque sua interface é mais simples e fácil de usar que o notebook. A única recomendação que o diretor faz é que o usuário envie e-mails pequenos, de no máximo quatro parágrafos, porque a digitação no teclado virtual pode se tornar cansativa.

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Encantada com a digitação deslizante

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Convidada para testar o Galaxy Tab por dois meses, a advogada e blogueira Flávia Penido ficou “impressionada” com o aparelho. Flávia diz que o Galaxy é mais fácil de manusear que o iPad. A advogada, que não gosta de sistemas operacionais fechados (caso do da Apple) e curte o Android (sistema do aparelho da Samsung), ficou encantada com a tecnologia Swype do Galaxy, que permite ao usuário digitar apenas deslizando sobre as letras. Gostou tanto do aparelho que diz que deverá comprá-lo assim que terminar o prazo de testes.

- Ando para cima e para baixo com ele. Meu filho gostou tanto também que já perguntou se vou levar o Galaxy junto em nossa viagem à Bahia porque senão terá que levar o afinador de violão.

Ela acrescenta que, além do aplicativo do afinador, o tablet da Samsung conta com muitos outros interessantes (alguns religiosos), como um para muçulmanos que aponta onde fica Meca, outro que traz os salmos e um terceiro que converte qualquer documento em PDF.