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Notebooks já vendem mais que desktops

Este ano, pela primeira vez, a venda de computadores portáteis ultrapassou a de modelos de mesa no País. Isso tem trazido mudanças ao mercado. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), devem ser vendidos 7,15 milhões

Da Redação

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Escrito por Da Redação
Publicado em 26.12.2010, 18:52:00 Editado em 27.04.2020, 20:53:29
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Este ano, pela primeira vez, a venda de computadores portáteis ultrapassou a de modelos de mesa no País. Isso tem trazido mudanças ao mercado. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), devem ser vendidos 7,15 milhões de notebooks este ano, comparados a 6,85 milhões de desktops.

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"O mercado de desktops não vai acabar, mas não tem tendência alguma de crescimento", disse Ivair Rodrigues, diretor de Estudos de Mercado da IT Data e responsável pelos dados da Abinee. Em 2009, haviam sido comercializados 5,15 milhões de PCs portáteis e 6,85 milhões de computadores de mesa.

Um efeito claro dessa mudança de perfil do mercado brasileiro foi o fortalecimento dos grandes fabricantes, principalmente das empresas internacionais. "Os fabricantes menores ficaram numa situação complicada", afirmou Rodrigues.

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Isso porque, no caso dos portáteis, as empresas normalmente importam kits, no lugar de trazer as peças em separado. Eles precisam ser comprados em quantidade maior, com pagamento à vista. "A empresa precisa de fluxo de caixa", explicou o diretor da IT Data. No caso dos desktops, normalmente as peças são compradas no Brasil, sendo algumas delas, como placas, gabinetes e discos rígidos, de fabricantes locais.

A nova configuração acabou concentrando o mercado, com os pequenos fabricantes praticamente restritos aos desktops. Ela também colocou pressão na Positivo Informática, maior fabricante brasileira de computadores, que se viu obrigada a competir com os gigantes mundiais num mercado de margens cada vez mais apertadas.

No terceiro trimestre, a Positivo registrou queda de 74,1% em seu lucro líquido, que somou R$ 15,3 milhões. A margem líquida da companhia diminuiu 6,7 pontos porcentuais, para 2,5%. As vendas da companhia caíram 1,3%, para 521,8 mil unidades.

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Novos mercados. A Digitron, maior fabricante brasileira de placas-mãe para computadores, resolveu diversificar diante do novo cenário. A placa-mãe é a principal placa do PC, em que são conectados os outros componentes.

Em outubro, a empresa anunciou um acordo com a americana Western Digital para fabricar discos rígidos no Brasil, em sua fábrica de Manaus. O objetivo da Digitron é produzir 4 milhões de unidades em 12 meses.

A necessidade de diversificar vem da diferença da participação da empresa nos mercados de desktops e de notebooks. A Digitron fornece cerca de 40% das placas-mãe dos computadores de mesa produzidos no Brasil, segundo Sung un Song, presidente da empresa. Nos portáteis, a participação está abaixo de 10%. "As placas-mãe dos notebooks são diferentes para cada modelo", explicou Song.

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Outra iniciativa para se tornar menos dependente do mercado de placas-mãe para desktops foi o início da produção do computador Cape7 230, sob a marca PCWare. Trata-se de um computador de baixo custo para o mercado corporativo, que mede somente 17 por 14 centímetros e pode ser encaixado atrás de um monitor de LCD. "Em janeiro ou fevereiro, vamos lançar um tablet", disse Song. O equipamento, que concorrerá com o iPad da Apple, usará o sistema operacional Android, do Google.

Alternativas. Para Luiz Mascarenhas, diretor de produtos de consumo da HP, o mercado de computadores de mesa continua "extremamente saudável", apesar do crescimento dos portáteis. "Existe espaço para as duas decisões de compra", disse Mascarenhas. "A venda maior de notebooks era algo que já estávamos esperando acontecer. É uma tendência natural."

O executivo contou que, por ter dois filhos pequenos, acabou comprando recentemente para a sua casa um modelo All-In-One (tudo em um), desktop em que o computador é integrado à tela. "Esse modelo de PC pode ser usado como o centro de entretenimento da casa", afirmou o executivo.

Muitos pais, além disso, preferem comprar um desktop para deixá-lo em lugar visível, e poder monitorar como os filhos menores usam o computador. Existem outros perfis de usuários que também preferem o desktop, como profissionais de arquitetura e editoração e aficionados por jogos.

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